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Cólera faz oito mortos no Uíge e mais de 250 infetados

Lusa
7 de janeiro de 2018

O número de vítimas mortais provocadas pelo surto de cólera na cidade do Uíge, no norte de Angola, aumentou para oito, segundo as autoridades da província com o mesmo nome.

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Foto: picture-alliance/dpa

De acordo com o chefe do departamento de Saúde Pública da província do Uíge, Manuel Bunga, nas últimas 24 horas registaram-se 27 novos casos e uma morte, elevando para 250 o total de pessoas afetadas por este surto de cólera.

Segundo Manuel Bunga, 33 pessoas estão nesta altura internadas no centro de tratamento de cólera entretanto instalado no Uíge, tendo as equipas médicas no local recebido ainda um reforço de três especialistas da organização internacional Médicos Sem Fronteiras.

O surto verifica-se desde 21 de dezembro e já obrigou ao reforço das equipas locais de assistência, com quatro médicos das Forças Armadas Angolanas (FAA), dois médicos e dois enfermeiros da Polícia Nacional de Angola, além de 13 médicos e dois profissionais de enfermagem do Ministério da Saúde.

Camiões distribuem água potável

O governo provincial do Uíge começou entretanto a mobilizar camiões cisterna para distribuir água potável à população, tentando evitar a propagação da doença.

Os casos de cólera foram registados nos bairros Orlando Fonseca, Gai e Candombe Novo, nos arredores da cidade capital da província do Uíge, tendo sido criado um centro de tratamento no hospital provincial, que recebe 15 pacientes por dia, e uma unidade de tratamento no hospital municipal de Candombe Velho.

Uma outra epidemia, ocorrida entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, afetou mais de 150 pessoas nas províncias de Luanda, Cabinda e Zaire, provocando uma dezena de mortos, o que levou na altura o Governo a aprovar um plano para tentar travar a propagação da doença.

Deste plano constava o tratamento da água potável, o reforço da recolha do lixo, a informação e educação das comunidades, formação de pessoal, a organização e mobilização de serviços clínicos, bem como o aprovisionamento de meios médicos e medicamentos e a biossegurança nas unidades sanitárias.