Guiné-Bissau

José Ramos-Horta fala sobre resolução de conflitos em Bissau

O ex-Presidente de Timor-Leste partilha a sua experiência no processo de reconciliação do seu país, durante um simpósio no Parlamento da Guiné-Bissau. Evento é mais uma tentativa para a estabilidade guineense.

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Ramos-Horta ressalta que apesar das dificuldades políticas, não há conflitos étnicos ou religosos na Guiné-Bissau

O antigo Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, participa esta quinta-feira (09.02) No simpósio internacional "Enfrentar o passado para construir a Guiné-Bissau de amanhã”, que decorre até sábado (11.02) no Parlamento de Bissau, a capital do país. O prémio Nobel da Paz fala sobre os caminhos para o processo de reconciliação política e social guineense.

"Vim não para dar lições, mas para partilhar a experiência de Timor-Leste no processo de reconciliação e ouvir e aprender com os irmãos guineenses", afirma Ramos-Horta. Para o ex-Presidente timorense, "na Guiné-Bissau, apesar das grandes dificuldades políticas, não há conflitos interétnicos, inter-religiosos ou inter-políticos".

Estão também em debate questões ligadas à Justiça como pilar do desenvolvimento num sistema democrático. Na sexta-feira (10.02), serão analisados os processos de transformação socioeconómicos e políticos, bem como o papel da sociedade civil na estabilização política e reconciliação nacional. O ex-líder timorense voltará a usar da palavra no sábado (11.02), antes de José Mário Vaz, o Presidente guineense, encerrar o simpósio.

Guinea-Bissau Assembleia Nacional Popular Parlament (Getty Images/AFP/A. Balde)

Desenvolvimento guineense

Cipriano Cassamá, presidente do Parlamento, lançou um repto aos dirigentes do país para concentrarem atenções na organização o quanto antes da Conferência Nacional "Caminhos para Paz e Desenvolvimento", destinada a debater a reconciliação entre os guineenses.

"Este lema deverá sensibilizar os guineenses para a necessidade da paz e estabilidade como condições para o desenvolvimento socioeconômico do país", destacou Cassamá.

O antigo Presidente de transição da Guiné-Bissau, após o golpe de Estado de 12 de abril de 2012, defende o cumprimento das leis e um diálogo franco, através do qual se poderá alcançar a tão almejada estabilidade política na Guiné-Bissau. "Sem um diálogo sincero e franco, sem o cumprimento das leis, sem o respeito pela diferença da opinião, não há solução para a reconciliação".

Caminhos para a paz

Ouvir o áudio 03:30

José Ramos-Horta fala sobre resolução de conflitos em Bissau

O encontro é organizado pela Comissão para Organização da Conferência Nacional (COCN) "Caminhos para a Paz e Desenvolvimento". Aumentar a consciência nacional sobre a importância de lidar com o passado para resgatar o país do ciclo de instabilidade e conflito político e social é um dos principais objetivos.

A COCN, liderada pelo padre Domingos da Fonseca, foi restabelecida pela Assembleia Nacional Popular em 2015, para retomar os trabalhos de consulta iniciados em 2009 sobre a necessidade de escolher um mecanismo de reconciliação nacional para a Guiné-Bissau.

Até ao momento, a COCN analisou os resultados das consultas a mais de três mil pessoas em todo o território da Guiné-Bissau, estudou a experiência de outros países como Timor-leste e Costa do Marfim e produziu o seu relatório final que será também apresentado durante o simpósio.

A COCN tem tido o apoio do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (UNIOGBIS), o Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz e do Governo de Timor-Leste.

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