Sociedade

Perdas após mau tempo

A morte de uma criança de quatro anos desencadeou a onda de protestos nas redes sociais, com os cidadãos a partilhar imagens fingindo-se de mortos e com a mensagem "Acabam de nos matar", uma forma de repudiar a não resolução dos problemas da população por parte do Governo. Ariano James Scherzie, 19 anos, participou na campanha que rapidamente se tornou viral.

Sociedade

Sonhos estão a morrer

Botijas de gás, livros, computadores e blocos de cimento estão entre os objetos usados pelos jovens para protestar contra o que dizem ser más políticas públicas. Indira Alves, 28 anos, lamenta a situação do seu país. "Estou a morrer. Desde as condições de vida até aos sonhos, não é possível o que temos vivido nesta Angola", conta a jovem que abandonou os estudos para trabalhar.

Sociedade

Chamar atenção das autoridades

Anderson Eduardo, 24 anos, quis "atingir pacificamente a atenção de alguém de direito a fim de acudir-nos". Decidiu participar no protesto devido ao descontentamento com a governação em Angola. "Eles nos pedem para apertar o cinto, se contentar com o bem pouco, e ao mesmo tempo tudo sobe de preço, alimentos, vestuários, electrodomésticos, e o salário não sobe”, conta o engenheiro informático.

Sociedade

Em nome dos colegas e pacientes

Cólua Tremura, 24 anos, conta o porquê de ter participado no protesto: "A minha motivação foram os meus colegas que cancelaram a faculdade por causa da crise, os colegas que morreram antes de realizarem o sonho de serem médicos, os pacientes que apenas vão ao hospital quando estão graves. Acredito que [o protesto] não alcançou os resultados previstos, que era chamar a atenção do Governo".

Sociedade

Sem reações

Lucas Nascimento, 20 anos, viu no mau tempo e na falta de estrutura razões para aderir ao protesto. O jovem quis dar apoio a uma jovem da região que perdeu a casa num desabamento provocado pelo mau tempo. "Acaba de me matar quer dizer que nós já estamos mal e o Governo está acabando de nos matar", explica. "Até aqui, não notamos nenhuma reação do Governo, talvez possa ser ignorância ou desleixo".

Sociedade

Falta justiça

Guenilson Figueiredo, 20 anos, entrou na onda de protestos e teme as consequências que ela pode trazer aos cidadãos que participaram. "Não posso falar muito sobre este protesto, porque nós vivemos num país onde a justiça só funciona contra os pobres".

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Meio Ambiente

Vítimas da lagoa

A “lagoa da morte" situa-se no Bairro Vila Nova, no município de Viana, nos arredores de Luanda, capital angolana. Sete crianças e adolescentes já lá perderam a vida. No entanto, a área continua a ser frequentada. Moradores aguardam intervenção das autoridades.

Meio Ambiente

Época das chuvas é problemática

Augusto Bernardino mora a poucos metros da "lagoa da morte". Conta que a época da chuva é muito problemática. “Já vi vários mortos aqui. A primeira foi de um corpo de um adulto, parece que tinha sido assassinado. Mas outros dois rapazes, de quase 14 anos, morreram por afogamento".

Meio Ambiente

Crianças banham-se e pescam na lagoa

Segundo os residentes, as vítimas, na sua maioria, são de outros bairros. Vão à lagoa para tomar banho e pescar. "As crianças que vêm tirar peixinhos aqui na lagoa vêm dos bairros como a Caop A e B e Miru. Alguns morrem. Já morreram aqui sete crianças", contou à DW Pedro Nzuzi, presidente da comissão de moradores.

Meio Ambiente

Espaço para projetos sociais

Segundo Pedro Nzuzi, os problemas começaram com a construção de uma estrada no bairro, situada num local de passagem de água. Sem o curso normal, a água forma a lagoa. "A população só quer que se construa uma vala de drenagem. Se fizerem uma vala de drenagem, esse espaço vai dar para construirmos escolas, hospitais e outros projetos de impacto social".

Meio Ambiente

Águas estagnadas lançam receio

Moradores pedem uma intervenção rápida do Governo provincial para que se entulhe a lagoa. Temem que, caso não seja feito nada, mais pessoas morram e surjam casos de malária, devido às águas paradas.

Meio Ambiente

Autoridades têm conhecimento da situação

População sublinha que as autoridades têm conhecimento das suas dificuldades, mas nada fazem para acudir a situação. "De momento, só há promessas. Cada administrador que vem promete e as pessoas estão a morrer, esperando pela concretização das promessas”, conta um popular. A DW África contactou as autoridades locais, sem sucesso.

Meio Ambiente

"É complicado viver assim"

Outro morador refere o problema dos mosquitos e conta que “quando chove não há caminhos para passarmos”. Muitas pessoas vêm-se forçadas a abandonar as casas na época da chuva. “É muito complicado vivermos assim", lamenta.

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