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Nyusi reitera disponibilidade para encontro com Dhlakama

Bernardo Jequete (Chimoio) / Lusa28 de julho de 2015

No final da visita à província de Manica, o Presidente moçambicano reiterou que se pode encontrar com o líder da oposição, se necessário. Aliás, já estão em curso reuniões informais nesse sentido, adiantou Filipe Nyusi.

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Presidente de Moçambique, Filipe NyusiFoto: DW/Leonel Matias

"Se for preciso o tal encontro, eu e o Dhlakama poderemos estar, para que o povo possa viver tranquilo", declarou esta segunda-feira (27.07) o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no final da presidência aberta de quatro dias à província de Manica, no centro do país.

Segundo Nyusi, estão a decorrer reuniões preparatórias para um encontro com o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama. Mas ainda não é certo se o encontro terá lugar.

O Presidente moçambicano assegurou que, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, a delegação governamental está a fazer todos os possíveis para acabar com a tensão política que, na semana passada, descambou em confrontos na província de Tete, no centro de Moçambique.

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Filipe Nyusi explicou que, neste momento, a grande questão em aberto continua a ser a despartidarização das forças residuais do maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).

Auscultar a população

Durante a visita à província de Manica, o chefe de Estado moçambicano encontrou-se com religiosos, mulheres e organizações da sociedade civil, debatendo formas de acabar com a tensão política que tem afetado Moçambique nos últimos tempos.

Kundgebung Manica Mosambik
Populares com camisas da FRELIMO durante a presidência aberta em Chimoio, ManicaFoto: DW/B. Jequete

A paz e unidade nacional foram denominador comum em comícios populares nos quatro distritos escalados pelo estadista, nomeadamente Chimoio, Machaze, Sussundenga e Guro – uma mensagem que agradou aos cidadãos ouvidos pela DW África.

"Nós queremos a paz, o importante é as partes entenderem-se e encontrarem uma saída", afirmou um habitante. "Queremos desenvolver Moçambique", resumiu uma cidadã.

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Presidência aberta em Chimoio, ManicaFoto: DW/B. Jequete