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UE lamenta conflitos armados em Tete

Leonel Matias (Maputo)5 de agosto de 2015

Embaixador da União Europeia em Moçambique preocupado com os confrontos ocorridos em julho entre forças governamentais e o braço armado da RENAMO. Centenas de moradores da província foram obrigados a fugir.

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Foto: Jinty Jackson/AFP/Getty Images

O Embaixador da União Europeia em Moçambique, Sven Burgsdorff, lamentou esta terça-feira (04.08) os incidentes armados na província de Tete, no centro do país.

Em julho, agentes das forças de segurança governamentais e membros armados da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, entraram em conflito. No último incidente, várias casas e infraestruturas sociais foram incendiadas.

"Estamos preocupados com os confrontos militares que ocorreram em Tete, na fronteira com o Malawi. Centenas de moçambicanos tiveram de fugir do país", disse Burgsdorff aos jornalistas. "Temos, porém, a confiança que os líderes de Moçambique serão capazes de resolver estes problemas rapidamente."

Num encontro com a presidente do Parlamento moçambicano, Verónica Macamo, o diplomata destacou que a Assembleia da República pode desempenhar um papel primordial na resolução do problema.

Burgsdorff acrescentou que os recentes incidentes armados em Tete não vão comprometer as relações entre a União Europeia e Moçambique. "Não há nenhum problema ao nível do relacionamento entre Moçambique e o bloco europeu."

Agenda de desenvolvimento

Ao encerrar a sua missão de quatro anos em Moçambique, o Embaixador da Dinamarca, Mogens Pedersen, sublinhou que a inclusão económica e política deve estar no topo da agenda governativa.

"As altas taxas de crescimento em Moçambique devem beneficiar todos, senão existe o problema de conflitos", afirmou.

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Para isso, o país deve também dar prioridade à inclusão política. "Temos de nos mover no sentido de incluir todos num diálogo nacional, independentemente do partido político. Essa é uma cultura difícil de ser cultivada."

Pedersen pontuou que Moçambique deve investir na criação de emprego para os jovens. "Deve haver atividades económicas que possam efetivamente empregar aqueles jovens", disse.

Apesar de o país viver um "boom" de descoberta de recursos naturais, o Embaixador lembrou que o país deve apostar na agricultura como fator de desenvolvimento.

"Os recursos naturais, como o carvão e o gás, não podem resolver todos os problemas do país. Tem de haver uma dinamização da agricultura. E a agricultura familiar tem um papel-chave nesse processo", finaliza.

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