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Egito condena líder da Irmandade Muçulmana à morte

11 de abril de 2015

Mohammed Badie e 13 membros do grupo são condenados à morte por incitar a violência e tentar organizar ataques contra o Estado após a deposição de Morsi. A decisão pode ser modificada pela corte mais alta do país.

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Foto: El-Shahed/AFP/Getty Images

Um tribunal egípcio condenou à morte neste sábado (11/04) o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie, e outros 11 membros da organização. Eles haviam sido acusados de incitar a violência após criarem uma "sala de operações" para organizar ataques contra o Estado depois que o Exército depôs o ex-presidente Mohammed Morsi em julho de 2013.

O juiz Mohammed Nagy Shehata também setenciou outros dois islamistas à morte por recusarem o comparecimento ao tribunal, e outras 38 pessoas à prisão perpétua, incluindo um jovem cidadão egípcio-americano, Mohammed Soltan, por apoiar o grupo e transmitir notícias falsas. Ele é filho do pregador Salah Soltan, que também está entre os condenados à morte neste sábado.

Em outros quatro casos, Badie também foi condenado à morte. As sentenças podem ser objeto de recurso na mais alta corte do Egito, num processo que poderá levar anos até se chegar a um veredito final. O Tribunal de Cassação já derrubou algumas dezenas de condenações à pena de morte, inclusive contra Badie.

Até o momento, o Egito executou um islamita condenado à morte após a derrubada de Morsi, após a sua condenação de envolvimento no assassinato de um jovem durante protestos violentos em julho de 2013. Julgamentos em massa de apoiadores da Irmandade Muçulmana têm sido alvo de críticas internacionais sobre o sistema judicial do país.

O presidente Abdel Fattah al-Sisi, que como chefe do Exército derrubou Morsi na sequência de protestos, afirma que a Irmandade é uma grande ameaça à segurança. A Irmandade, por sua vez, diz que é comprometida com o ativismo pacífico e não teve culpa sobre a violência durante as manifestações realizadas no país.

FC/rtr/afp/ap/lusa