Eunício apaga luzes e suspende sessão da reforma trabalhista

Em protesto contra a modificação das leis trabalhistas a ser votada no Senado, senadoras impedem que presidente da Casa se sente à mesa do plenário. Sob tumulto, sessão é retomada somente seis horas mais tarde.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), suspendeu por volta do meio-dia desta terça-feira (11/07) a sessão em que estava prevista a análise da proposta de reforma trabalhista, depois de um protesto da oposição ter impedido que ele se sentasse à mesa do plenário.

Leia também: O que pode mudar com a reforma trabalhista

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que dera início à sessão às 11h ao lado das parlamentares Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), recusou-se a ceder a cadeira da presidência a Eunício, que chegou ao plenário cerca de 50 minutos após o início dos trabalhos.

"Está encerrada a sessão e não tem som enquanto eu não sentar à presidência da mesa", afirmou o presidente do Senado, acrescentando que a sessão será retomada "assim que a ditadura permitir". Minutos depois, as luzes da sala foram parcialmente apagadas, e os microfones foram desligados.

Segundo informou a Agência Senado, Eunício negociou um acordo com a oposição para que as senadoras desocupassem a mesa do plenário. A sessão foi reaberta pelo presidente por volta das 18h30, ainda sob tumulto.

"É a primeira vez que vejo isso na minha vida", disse Eunício ao voltar ao plenário. "Eu não tenho partido nesta mesa diretora. Estou profundamente chocado com o que estou vendo." A última senadora a deixar a mesa foi Fátima Bezerra, às cerca de 18h45.

Nesse momento, os partidos encaminham seus votos a favor ou contra a reforma trabalhista, para que os senadores presentes concluam, em seguida, a votação sobre a matéria.

Brasilien - Senat in Brasilia

Impedido de sentar à mesa, Eunício usou o microfone de Fátima Bezerra para anunciar o encerramento da sessão

O protesto de mais cedo dividiu opiniões entre os parlamentares. O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) afirmou que nunca presenciou cena semelhante no Congresso. "É um verdadeiro vexame para o Senado. Estou chocado. O que queremos é votar. Tudo se resolve no voto, e não dessa maneira." 

Já a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), contrária à reforma, defendeu o adiamento da votação. "Ninguém vai morrer se votarmos na primeira semana de agosto. É melhor debater, discutir com calma. Essa reforma está a serviço de quem? De um Planalto que não se sustenta?", questionou.

O jornal Folha de S. Paulo afirmou que a mesa diretora do Senado cogitou preparar o auditório Petrônio Portella para o prosseguimento dos trabalhos. De acordo com um dispositivo do regimento interno, em caso de guerra ou calamidade e havendo presença da maioria dos senadores, uma sessão pode ser realizada em qualquer lugar.

O prédio do Senado está sob a proteção da tropa de choque da Polícia Militar de Brasília, e o acesso está restrito a parlamentares, servidores e pessoas credenciadas. Do lado de fora do Congresso, movimentos sindicais fazem uma manifestação pacífica contra a reforma trabalhista.

O relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma foi aprovado no fim de junho pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, avançando assim para a última etapa de tramitação do projeto, que é a votação no plenário do Senado. 

Segundo levantamento da Folha, o Palácio do Planalto tem uma margem apertada para conseguir aprovar o texto. Apenas 42 dos 81 senadores declararam apoio à modificação das leis trabalhistas. Se todos os parlamentares estiverem presentes durante a sessão, o governo precisa de 42 votos para passar a reforma. Se aprovada sem mudanças, ela segue para sanção do presidente Michel Temer.

EK/abr/ots

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CCJ dá primeira vitória a Temer

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O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Moro não pediu a prisão preventiva do petista, que poderá recorrer da decisão em liberdade. A sentença precisa ser confirmada em segunda instância. (12/07)

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Senado aprova reforma trabalhista

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Relator dá parecer sobre denúncia

O deputado Sergio Zveiter, relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, apresentou seu parecer sobre a questão, pedindo a aceitação da acusação contra o mandatário. O parlamentar disse que "há indícios sérios de autoria" por parte de Temer. A comissão vai agora debater e votar o relatório, antes de ação seguir para o plenário. (10/07)

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Unesco distingue Suábia e Rio de Janeiro

"Vênus de Hohle Fels" é figura icônica de sítio arqueológico da Idade do Gelo, no sul da Alemanha, recém-declarado Patrimônio Mundial da Humanidade. A honra foi compartilhada com o Cais do Valongo, área do Rio de Janeiro onde escravos chegados da África aportavam, até o século 19. (09/07)

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Donald ou Ivanka?

No segundo e último dia da cúpula do G20 em Hamburgo, o presidente dos EUA se fez representar num dos eventos por sua filha, Ivanka Trump (na foto, saudando a chanceler federal alemã, Angela Merkel). Oficialmente ela não ocupa nenhum cargo político. Certos observadores se indignaram com o precedente. Sem se alterar, Merkel comentou que a opção estava "no campo das coisas possíveis". (08/07)

Política

O primeiro aperto de mão

Poucas horas antes do encontro bilateral na cúpual do G20, em Hamburgo, Trump e Putin ficaram cara a cara pela primeira vez desde que o americano assumiu a Casa Branca. Ambos trocaram sorrisos e um aperto de mão caloroso. Na reunião, Trump confrontou Putin sobre interferência russa na eleição americana. Os presidentes de EUA e Rússia também acordaram um cessar-fogo no sudoeste da Síria. (07/07)

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Protesto violento na véspera do G20

Policiais e manifestantes entraram em confronto nas ruas de Hamburgo na véspera do encontro de cúpula do G20. Várias pessoas ficaram feridas, e inúmeras foram detidas. O protesto havia sido convocado por grupos de esquerda e começou pacífico. A violência começou quando a polícia exigiu que um grupo de black bloc tirasse suas máscaras e não foi atendida. (06/07)

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Temer apresenta defesa

Os advogados do presidente Michel Temer entregaram a defesa dele à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que nos próximos dias analisará a denúncia apresentada contra o presidente pela Procuradoria-Geral da República. No documento de quase cem páginas, os advogados negam todas as acusações e afirmaram que elas são apenas "ilações sem provas". (05/07)

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Coreia do Norte testa míssil intercontinental

A Coreia do Norte assegurou ter sido bem-sucedida no lançamento de seu primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês). Segundo especialistas, o projétil poderia atingir o estado americano do Alasca. Os Estados Unidos pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para debater a situação. (04/07)

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Tragédia em autobahn na Alemanha

Um ônibus de viagem com 48 pessoas a bordo se chocou contra um caminhão no sudeste da Alemanha e pegou fogo. Ao menos 18 pessoas morreram. A colisão ocorreu num trecho em que o trânsito estava lento na autobahn (autoestrada) 9, perto da cidade de Münchberg, na Baviera. Cerca de 200 bombeiros, policiais e médicos foram mobilizados para o local. (03/07)

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Olmert deixa a prisão

O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert, de 71 anos, foi libertado depois de ter passado um ano e quatro meses na cadeia por corrupção. Ele havia sido condenado a dois anos e três meses de cadeia e obteve a liberdade antecipada por boa conduta. Olmert foi o primeiro ex-chefe de governo israelense a ser condenado e preso. (02/07)

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Despedida a Helmut Kohl

Líderes internacionais prestaram as últimas homenagens ao ex-chanceler federal alemão Helmut Kohl, em cerimônia oficial realizada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, seguida de missa fúnebre na catedral de Speyer, na Alemanha. Foi a primeira vez que a União Europeia realizou uma cerimônia que, na essência, é um funeral de Estado europeu. (1º/07)