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FMI eleva previsão de alta do PIB do Brasil em 2017

24 de julho de 2017

Instituição destaca rendimento melhor do que o previsto da economia brasileira no primeiro trimestre. Mas fraca demanda doméstica e incertezas políticas abalam estimativa de crescimento para 2018.

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Notas e moedas de real
FMI mencionou depreciação do real e incerteza política no BrasilFoto: Comugnero Silvana/Fotolia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou levemente a previsão de crescimento econômico do Brasil para 2017, de 0,2% para 0,3%. A projeção trimestral da instituição sobre suas perspectivas de crescimento, divulgada nesta segunda-feira (24/07), destacou um rendimento da economia brasileira no primeiro trimestre melhor do que o previsto.

Depois de contrair em 2016, a atividade econômica na América Latina deverá se recuperar gradualmente nos anos de 2017 e 2018, já que alguns países – especialmente Argentina e Brasil – devem sair de suas recessões. Em comparação com a previsão de abril, o prognóstico de crescimento do PIB brasileiro para 2017 subiu 0,1 ponto percentual devido a um forte primeiro trimestre, aponta o FMI.

No entanto, a depreciação do real, "a persistente fraqueza na demanda doméstica e um aumento de incertezas políticas refletirão num ritmo de recuperação moderado". Seguindo essa justificativa, o FMI projetou um crescimento menor para 2018. Em abril a previsão era de 1,7% – agora o crescimento econômico do Brasil foi recalculado pelo FMI para 1,3% para 2018. 

O Fundo Monetário Internacional comunicou acreditar num crescimento econômico ainda maior em todo o mundo nos próximos anos. Após apresentação do relatório econômico, a instituição afirmou que não há dúvidas sobre o momento positivo da economia mundial.

"A recuperação do crescimento global que previmos em abril está firme e forte", disse o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld. Ele acrescentou que dados recentes, incluindo um aumento acelerado no comércio, sugeriram que a economia mundial está entrando em sua "maior recuperação sincronizada" da última década.

Zona do euro e EUA

Em sua projeção de julho, o FMI também elevou a previsão para a zona do euro, afirmando esperar que a economia europeia cresça 1,9% neste ano, e 1,7% em 2018 (aumento de 0,2 e 0,1 ponto percentual, respectivamente, em relação à estimativa de abril).

Um dos motores da economia europeia, a Alemanha, ficará ligeiramente abaixo da média da zona do euro, registrando taxas de expansão de 1,8% em 2017 e 1,6% no próximo ano, segundo cálculos do FMI.

A mais importante queda nas previsões foi a dos EUA. O FMI comunicou que rebaixou as perspectivas de crescimento econômico dos Estados Unidos porque prevê que a política fiscal "não será tão expansiva" como se tinha pensado. A maior economia do mundo crescerá este ano 2,1% e, no ano seguinte, 2,1% –menos que os 2,3% e 2,5% que os especialistas calcularam em abril.

"O crescimento dos Estados Unidos deveria se manter acima de sua taxa de crescimento potencial a longo prazo durante os dois próximos anos, mas reduzimos as perspectivas", disse Obstfeld. Ele afirmou ainda que o rebaixamento foi aplicado porque "parece menos provável que a política fiscal dos EUA seja tão expansiva como se acreditava em abril".  

PV/rtr/dpa/ots