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Investimentos, apesar da crise

(am)22 de setembro de 2003

Os problemas enfrentados atualmente pela economia da Alemanha não impedem que o país seja um dos mais atraentes para os investimentos internacionais, ocupando o quinto lugar mundial em 2002.

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Investimentos estrangeiros: China continua na liderançaFoto: AP

De acordo com o estudo divulgado pela consultora norte-americana A. T. Kearny, um total de 38,1 bilhões de dólares em investimentos internacionais foi transferido para a Alemanha no ano passado. Isto representou um aumento de 12% em relação ao ano anterior. A Alemanha ficou em 5º lugar mundial entre os países com o maior volume de investimentos internacionais. E foi também o país que mais atraiu tais investimentos dentro da União Européia.

O aumento da confiança dos investidores na economia alemã é justificado com as medidas iniciadas pelo governo de Berlim, a partir do ano 2000: a reforma tributária e a liberalização dos mercados de telecomunicação e de energia.

EUA: o perdedor

O total mundial de investimentos no exterior teve uma redução drástica no ano passado: 21% a menos que em 2001, caindo de 824 bilhões para 651 bilhões de dólares. O país que mais recebeu aplicações internacionais foi a China, seguida dos Estados Unidos, do México e da Polônia.

Mesmo tendo ficado em segundo lugar, os EUA registraram uma queda extraordinária nos investimentos – de quase 80% em relação a 2001. O estudo explica tal evolução, afirmando que foi motivada pela cautela das empresas internacionais em adquirir firmas americanas.

Emergentes: os ganhadores

Grande aumento das aplicações verificou-se no caso dos países emergentes, como China, México, Rússia, Brasil e também países do Leste europeu. A China já havia superado os Estados Unidos em 2001 e conseguiu não apenas manter a liderança, mas até mesmo ampliar a sua vantagem.

O Brasil logrou retornar à lista dos dez mais, ocupando agora o 9º lugar. No ano passado, tinha ficado em 13ª posição. Pela primeira vez desde 1998, as economias emergentes ocuparam a maioria dos lugares entre os dez mais.

Segundo Paul A. Laudicina, vice-presidente da A. T. Kearney, muitos fatores contribuíram para isto: "Por um lado, as empresas agem de maneira cada vez mais global, a fim de reduzir os custos, espalhar os riscos e tornar seus negócios mais estáveis. Além disto, as economias emergentes estão fazendo grandes progressos na formação profissional e na liberalização do setor de serviços, a fim de atrair os investimentos estrangeiros. Assim, torna-se cada vez mais marcante a tendência do offshoring, ou seja, da transferência de atividades empresariais para lugares mais vantajosos."

A lista dos dez mais

  1. China (1)
  2. EUA (2)
  3. México (9)
  4. Polônia (11)
  5. Alemanha (4)
  6. Índia (15)
  7. Grã-Bretanha (3)
  8. Rússia (17)
  9. Brasil (13)
  10. Espanha (7)

Entre parênteses, a colocação no ano anterior.