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Mortalidade infantil sobe 30% na Venezuela

10 de maio de 2017

Crise venezuelana chega à saúde. Além do aumento de mortes de crianças com menos de 1 ano, em 2016 também são registrados mais casos de mortalidade materna, malária e zika.

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Hospitais enfrentam escassez de medicamentos e equipamentos
Hospitais enfrentam escassez de medicamentos e equipamentosFoto: picture-alliance/dpa/M. Gutierrez

Em meio a uma grave crise econômica, com escassez de alimentos e medicamentos, a mortalidade infantil na Venezuela cresceu 30% no ano passado, segundo o Ministério da Saúde venezuelano. Houve também um aumento da mortalidade materna e dos casos de malária e zika.

Em 2016, mais de 11,4 mil bebês com menos de 1 ano de idade morreram no país. Em 2015, foram registradas pouco mais de 8,8 mil mortes nessa faixa etária, segundo os dados do governo divulgados nesta terça-feira (09/05).

Entre as principais causas da mortalidade infantil estão sepse neonatal, pneumonia, nascimento prematuro e dificuldades respiratórias.

O aumento das mortes está associado à falta de equipamentos básicos em hospitais, como incubadoras, e à escassez de alimentos, que prejudica a alimentação de mulheres grávidas e, dessa maneira, também o desenvolvimento do feto. 

A mortalidade materna – ou seja, morte durante a gravidez ou até 42 dias após o fim da gestação – aumentou 65,7%, com 756 casos registrados no país em 2016. 

O relatório do ministério mostrou ainda aumento de 76,4% nos casos de malária, com 240,6 mil ocorrências em 2016. Os casos de zika passaram dos 71 registrados em 2015 para mais de 59 mil.

Segundo associações médicas, doenças que haviam sido erradicadas no país reapareceram nos últimos anos. Uma dessas enfermidades seria a difteria, com 324 casos registrados em 2016, frente a nenhum caso em 2015.

O colapso nos preços do petróleo diminuiu as receitas venezuelanas, impossibilitando o governo de importar medicamentos e produtos básicos. Em meio à precária situação econômica, o país enfrenta ainda uma grave crise política.

CN/rtr/afp