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Obama anuncia envio adicional de militares ao Iraque

10 de junho de 2015

Americanos treinarão combatentes iraquianos que lutam contra o "Estado Islâmico". Objetivo é ajudá-los a recuperar territórios perdidos, como a cidade de Ramadi.

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Foto: Getty Images/J. Moore

Em resposta aos recentes avanços do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou nesta quarta-feira (10/06) o envio de 450 militares americanos ao Iraque para treinar e prestar assistência às forças iraquianas na reconquista de territórios perdidos para os jihadistas.

"Para aprimorar as capacidades e a eficácia de nossos parceiros em terra, o presidente aprovou o envio adicional de até 450 militares americanos para treinar, aconselhar e auxiliar as forças de seguranças iraquianas na base militar Taqaddum, no oeste da província de Anbar", anunciou o comunicado da Casa Branca.

Obama autorizou ainda a criação de uma nova base de treinamento em Anbar, cuja capital, Ramadi, foi tomada pelos terroristas em meados de maio. A medida possibilitará que mais combatentes recebam treinamento. O foco seria voluntários de tribos sunitas, numa tentativa de integrar as forças iraquianas xiitas e os grupos sunitas.

O Pentágono ressaltou que o envio de tropas adicionais "não representa uma mudança na missão". Washington se recusa a enviar militares para combater em terra no Iraque.

A decisão foi tomada após o encontro de Obama com o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, antes da cúpula do G7. De acordo com Washington, Abadi pediu aos americanos que enviassem mais tropas para auxiliar no combate aos jihadistas.

Contra-ataque

Autoridades americanas esperam que a presença maior em Anbar ajudará as forças iraquianas na elaboração de um contraofensiva para recuperar Ramadi. A queda da cidade expôs as deficiências do Exército iraquiano e da estratégia de combate ao EI, com ataques aéreos comandados pelos EUA.

Obama também ordenou o envio imediato de equipamento militar e material para as forças iraquianas, incluindo as forças curdas peshmergas e os combatentes tribais sunitas que operam sob o comando de Bagdá.

O anúncio foi feito dois dias após o presidente americano ter afirmado que não havia uma "estratégia completa" para treinar as forças iraquianas que lutam contra os militantes do "Estado Islâmico".

As novas tropas vão se unir aos cerca de 3,1 mil militares americanos que atualmente treinam combatentes no Iraque em quatro bases de treinamento.

Nesta quarta-feira, a tomada de Mossul, a segunda maior cidade do país, pelo EI completou um ano. Essa ação foi a primeira grande conquista do grupo terrorista e revelou o colapso do sistema de segurança iraquiano. Os jihadistas controlam atualmente cerca de um terço do território do Iraque.

CN/rtr/dpa/afp/ap