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Oposição ucraniana pede mediação e ajuda financeira do Ocidente

2 de fevereiro de 2014

Solicitação teria sido feita na Alemanha, na Conferência sobre Segurança de Munique. Dezenas de milhares se reuniram para mais um protesto no centro de Kiev. Ativista que diz ter sido torturado viaja à Letônia.

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Foto: Getty Images

A oposição ucraniana quer a mediação internacional da crise no país e pediu, pela primeira vez, ajuda financeira ao Ocidente. Dezenas de milhares de manifestantes voltaram a protestar contra o governo neste domingo (02/02) em Kiev.

Mais de 60 mil pessoas se reuniram na Praça da Independência, no centro da capital ucraniana. Os líderes da oposição Vitali Klitschko e Arseni Yatsenyuk, que participaram da Conferência sobre Segurança de Munique no dia anterior, foram recebidos pela multidão com aplausos efusivos.

"Falamos com nossos parceiros ocidentais e dissemos que precisamos de assistência financeira", afirmou Yatsenyuk. "Eles estão dispostos", acrescentou, ressaltando que o dinheiro deve beneficiar somente o "povo ucraniano" e não o "regime de Yanukovytch".

Possíveis sanções

Klitschko anunciou que solicitou em Munique uma mediação internacional nas conversações entre regime e oposição, para "evitar interpretações divergentes". Ele afirmou que os ministros do Exterior da UE querem discutir em 10 de fevereiro possíveis sanções contra regime ucraniano.

Besuch Vitali Klitschko bei Dmitri Bulatow
Klitschko visita Bulatov em hospital de Kiev: ativista fará tratamento fora do paísFoto: picture-alliance/AP Photo

Em seu discurso, o ex-pugilista rejeitou a lei de anistia aprovada pelo Parlamento, afirmando não ser aceitável que a libertação de oposicionistas presos seja condicionada à desocupação dos edifícios do governo pelos manifestantes. Ele exigiu uma libertação incondicional dos ativistas.

Bulatov vai se tratar em Riga

A Justiça ucraniana anunciou a liberação do opositor Dmitro Bulatov, que diz ter sido severamente torturado em Kiev. O ativista, de 35 anos, viajou a Riga, capital da Letônia, onde deverá receber tratamento para seus ferimentos.

O caso repercutiu internacionalmente. No sábado, o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, ofereceu a Bulatov assistência médica na Alemanha. O ativista disse ter sido sequestrado e torturado durante oito dias, após ajudar na organização de protestos contra o governo ucraniano.

Yanukovytch volta ao trabalho

Neste domingo, um comunicado governamental anunciou que o presidente ucraniano, Viktor Yanukovytch, regressa na segunda-feira ao trabalho, depois de "uma infecção respiratória aguda". "O presidente está bem, o seu estado de saúde é satisfatório", diz o informe.

A onda de protestos contra o governo na Ucrânia começou em novembro, depois que o presidente do país suspendeu a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia. Os manifestantes acusam o regime de preferir uma cooperação com a Rússia a uma aproximação com a UE.

Em confrontos violentos com as forças de segurança, até agora cinco pessoas foram mortas, de acordo com ativistas. Vários militantes da oposição foram sequestrados e espancados.

MD/afp/lusa/dpa