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Policial português terá que indenizar pais de Madeleine

28 de abril de 2015

Tribunal condena ex-inspetor a pagar 500 mil euros ao casal McCann por danos morais. Em livro, ele defende a tese de que menina de três anos morreu de forma acidental e os pais esconderam o corpo.

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Kate e Gerry McCann seguram foto com imagem simulada em computador de Madeleine atualmenteFoto: Reuters

O ex-inspetor da Polícia Judiciária portuguesa Gonçalo Amaral foi condenado nesta terça-feira (28/04) a pagar 500 mil euros aos pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em 2007, por danos morais causados por seu livro Maddie: a Verdade da Mentira.

A sentença do Tribunal Cível de Lisboa determinou ainda a proibição da venda e de novas edições do livro, lançado em 2008, e de um vídeo baseado na obra. Nela, Amaral, responsável pelas investigações à época, defende a tese de que a menina morreu de forma acidental e seus pais decidiram esconder o corpo dela.

A decisão judicial afirma que o ex-inspetor tinha a obrigação profissional de guardar para si as próprias conclusões sobre as investigações imediatamente após sua aposentadoria, em 2008, sem expressar opiniões controversas "como se fossem verdade".

A pequena Madeleine desapareceu no dia 3 de maio de 2007 na região portuguesa do Algarve, onde passava férias com a família. O caso gerou comoção mundial e chegou a envolver altas autoridades de Portugal e do Reino Unido.

Kate e Gerry McCann sempre afirmaram que a filha, de apenas três anos, foi raptada. Eles já receberam indenização de vários veículos de imprensa britânicos, que haviam noticiado uma possível relação do casal com a desaparição da filha.

O valor sentenciado no caso do livro de Amaral é bem inferior ao solicitado pela família McCann, que pediu uma indenização de 1,2 milhão de euros. O julgamento se arrastou por mais de cinco anos, devido a sucessivos adiamentos de sessões e uma tentativa frustrada de acordo judicial entre as partes envolvidas.

O livro do ex-inspetor chegou a ser retirado do mercado em 2010, mas voltou às livrarias meses depois, após um tribunal português aceitar um recurso do ex-policial.

MSB/efe/rtr/ap