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Seleção alemã pernoita no Stade de France

14 de novembro de 2015

Por razões de segurança, jogadores, dirigentes e comissão técnica não retornam ao hotel e passam a noite nos vestiários do estádio, em Paris. Na manhã seguinte aos ataques, delegação é escoltada para o aeroporto.

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Após apito final, campo do Stade de France é invadido por torcedores receosos de deixar as dependências do estádio
Foto: picture-alliance/dpa/Revierfoto

A seleção alemã de futebol passou a noite de sexta-feira (13/11) para sábado no Stade de France, em Paris. Durante o amistoso entre França e Alemanha, houve explosões nos arredores no estádio, além de um sequência de ataques perpetrados em restaurantes, cafés e numa casa de shows na capital francesa.

Devido ao estado de emergência em Paris, a delegação alemã resolveu não retornar ao hotel em que estava hospedada – na sexta-feira, o hotel havia sido evacuado por causa de uma ameaça de bomba. Em vez disso, jogadores, dirigentes e comissão técnica pernoitaram no Stade de France.

"Quisemos evitar qualquer risco e decidimos não atravessar Paris, permanecendo nos vestiários", explicou o diretor esportivo da seleção alemã, Oliver Bierhoff, já no aeroporto de Frankfurt, neste sábado (14/11). Logo na manhã, a delegação foi escoltada pela polícia francesa e seguiu diretamente para o aeroporto, de onde seguiu viagem até a Alemanha.

Alemanha e França disputavam um jogo amistoso no Stade de France, o palco escolhido para a final da Eurocopa 2016, quando várias explosões foram ouvidas no estádio. Em imagens televisivas é possível notar a reação de jogadores olhando para as arquibancadas, tentando localizar as explosões.

A seleção alemã apenas teve conhecimento da dimensão dos atentados no vestiário, após o apito final do encontro vencido pelos franceses, com gols de Olivier Giroud, aos 46 minutos do primeiro tempo, e Andre-Pierre Gignac, aos 41 do segundo.

Bierhoff explicou ainda que os jogadores alemães estavam "chocados" e "muito ansiosos" porque "as informações não eram muito esclarecedoras". Os atletas estão descansando neste sábado, à espera da confirmação do amistoso contra a Holanda, agendado para a próxima terça-feira.

"Ainda não há uma decisão tomada, mas eu acho que devemos jogar. Não devemos dar a vitória aos que nos atacaram", afirmou o presidente interino da federação alemã, Reinhard Rauball.

Ao menos 127 pessoas morreram e 180 ficaram feridas, das quais mais de 90 em estado crítico, em diversos atentados em Paris na sexta-feira à noite, segundo os números divulgados por autoridades francesas. Oito terroristas morreram – sete deles se suicidando usando cintos com explosivos

Os ataques ocorreram em pelo menos sete locais diferentes da cidade, entre eles uma tradicional casa de shows e o principal estádio de futebol de país. A França decretou o estado de emergência, três dias de luto nacional e restabeleceu o controle de fronteiras na sequência daquilo que o presidente francês, François Hollande, classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

PV/lusa/dpa