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União Europeia adverte Atenas para que cumpra os compromissos assumidos

9 de maio de 2012

A liderança política em Bruxelas avisou que a Grécia não poderá mais contar com a ajuda do bloco, caso o novo governo em Atenas não se disponha a economizar e continuar no rumo das reformas.

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SchäubleFoto: dapd

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, apelou nesta quarta-feira (09/05) à Grécia para que prossiga com seu pacote de reformas e de contenção de gastos, caso queira continuar membro da zona do euro.

"Uma grande maioria na Grécia quer continuar de qualquer maneira com o euro", pois apesar de todos os encargos que a moeda comum representa, conhece as suas vantagens, salientou o ministro em uma reunião em Bruxelas. "Não há outro caminho para garantir a permanência da Grécia na zona do euro, a não ser o que começamos a definir nos últimos dois anos", completou.

A UE respondeu com palavras duras à intenção dos radicais de esquerda gregos de cancelar o pacto de austeridade fechado com a UE. A liderança política em Bruxelas avisou que a Grécia não poderá mais contar com ajuda do bloco, caso o novo governo em Atenas não se disponha mais a economizar e implementar reformas.

"Há um acordo entre a Grécia e a zona do euro. E a Grécia tem de cumpri-lo", cobrou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. "Temos que manter nossa promessa de redução da dívida e redução do déficit. E temos condições para isso", afirmou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Cumprir as obrigações

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, também exigiu que Atenas permaneça no rumo da austeridade e das tão necessárias reformas estruturais. "Está agora nas mãos da Grécia se o país permanece ou não na zona euro", avisou Westerwelle.

"Garantimos nossos compromissos de ajuda. Mas isso também significa que as reformas acordadas têm que ser executadas pela Grécia", complementou o chefe da diplomacia alemã, observando que, se o país interromper suas reformas, não receberá as parcelas restantes do pacote de ajuda de 130 bilhões de euros.

"Os políticos gregos têm que cumprir os compromissos assumidos da mesma forma que cumprimos as obrigações que assumimos em relação à Grécia", resumiu o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, afirmando que "qualquer dúvida na intenção da Grécia em cumprir os acordos provocaria imediatamente nos mercados financeiros uma incerteza catastrófica".

O ministro alemão disse ainda que, sem as dolorosas reformas, a Grécia não conseguirá manter seu padrão de vida. "Esta é a amarga verdade. E não se deve enganar o povo da Grécia", finalizou.

MD/dpa/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer