1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Angola: União Europeia enviará quatro peritos às eleições

31 de julho de 2017

Numa conferência de imprensa, esta segunda-feira (31.07), Joaquim do Espírito Santo afirmou ainda que declarações de Ana Gomes sobre manipulação do processo eleitoral "não passam de especulações".

https://p.dw.com/p/2hT17
Angola Pressekonferenz über den Einsatz von EU-Beobachtern zu den Wahlen
Joaquim do Espírito SantoFoto: B. Ndomba

O Governo angolano anunciou, esta segunda-feira (31.07), que chegou a acordo com a União Europeia (UE) para o acompanhamento das eleições gerais, depois de se ter recusado, recentemente, a assinar o memorando com a instituição. Numa conferência de imprensa em Luanda, Joaquim do Espírito Santo, diretor para África, Médio Oriente e Organizações Regionais do Ministério das Relações Exteriores angolano, afirmou que a União Europeia só deverá enviar quatro peritos para o processo eleitoral do próximo dia 23 de agosto.

O responsável acrescentou ainda que não existe nenhum "conflito" entre Angola e a União Europeia "relativamente à presença ou não da União Europeia" no país. "A UE foi convidada, é parceira do governo angolano e vai marcar a sua presença com quatro técnicos que, em nome da instituição, vão acompanhar este processo e, eventualmente, propor-nos ou aconselhar-nos naquilo que for necessário nos termos dessa observação eleitoral", afirmou.

Angola Pressekonferenz über den Einsatz von EU-Beobachtern zu den Wahlen
Ministério das Relações Exteriores, Luanda.Foto: B. Ndomba

Joaquim do Espírito Santo acrescentou ainda que "a União Europeia queria ter podido estar" em Angola "mais tempo" no período das eleições. E lembrou que o país não deve aceitar as obrigações deste organismo. Segundo o governante, as exigências desta organização chocam com o que está plasmado na lei eleitoral deste país africano. "Angola não é parte da União Europeia. A UE é um parceiro importante, logo, não podíamos conceber isso, fazer exigências sobre a sua participação na observação do processo eleitoral em Angola ", defendeu o embaixador angolano. O diplomata voltou a frisar que os únicos compromissos de Angola, em matéria de observação eleitoral, são com as entidades regionais, como a União Africana, Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e Comunidade Económica dos Estados da África Central, cujos respetivos e primeiros observadores são esperados a partir desta segunda-feira (31.07).

Ana Gomes "não é angolana"Na semana passada, em entrevista à DW África,  a eurodeputada Ana Gomes disse que o "Governo angolano não quer observação porque vai manipular o processo".  Joaquim do Espírito Santo afirmou que estas declarações "não passam de especulações" e garantiu que o governo de Angola não tem intenções de manipular as eleições.  "Esse processo diz respeito aos angolanos.  Portanto, são os angolanos que devem nos preocupar. A eurodeputada não é angolana, é portuguesa, é membro de uma instituição que é parceira do governo angolano", disse Espírito Santo, exigindo que Ana Gomes respeite o Estado Angolano. 

31.07.2017 Angola/UE - MP3-Mono

"Respeitamo-la como tal e esperamos que ela também respeite este grande país, respeite este grande povo. Não vou fazer pronunciamento sobre especulações que alguém que não é angolana, venha fazer sobre o nosso processo", afirmou.