Autárquicas marcadas por alguns constrangimentos

Autoridades moçambicanas avaliaram o processo de forma positiva. Mas houve atrasos, filas ou pouca afluência, prisões, uso de gás lacrimogéneo pela polícia e irregularidades pontuais.

Grandes enchentes marcaram primeiras horas de votação em todo o país. A votação decorreu sem grandes incidentes, apesar de atrasos nalguns locais e irregularidades noutros.Em Maputo, houve muita afluência, eleitores presentes antes da hora de votação, abertura tardia de algumas mesas e atraso na chegada de material para o escrutínio.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições, Abdul Carimo, reconheceu estes constrangimentos que, segundo disse, se deveram à falta de comunicação entre os órgãos de gestão eleitoral.

Mosambik Wahlkommission in Maputo Abdul Carimo

Abdul Carimo

"Mas de qualquer jeito, as informações que temos são de que as situações já foram ultrapassadas, estamos prontos e o processo já começou em todo o país," declarou pela manhã.

A DW-África percorreu alguns postos de votação nos distritos municipais do concelho autárquico de Maputo e constatou muita afluência para o agrado do diretor do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife.

"Todas as condições estão preparadas para que os eleitores sejam atendidos e o processo seja o mais célere possível. Queríamos continuar a apelar à ética, ao civismo e todo o espírito de cidadania que caracterizam os moçambicanos, que possa continuar pelo dia de hoje," afirmou.

Para o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, este processo nas 53 autarquias "valoriza a nossa moçambicanidade, traz a mensagem patriótica de que nós queremos viver optando por aquilo que nós queremos concretamente nas 53 autarquias".

"Esta é a ocasião única que tem para escolher," declarou o chefe de Estado.

Mosambik Präsident Filipe Nyusi wählt in Maputo

Presidente Filipe Nyusi e sua esposa votaram na Escola Sencundária Josina Machel, em Maputo

Expetativa pelos resultados

Eneas Comiche, cabeça de lista da FRELIMO em Maputo, disse que iria para casa "aguardar tranquilamente pelos resultados".

Já o cabeça de lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Augusto Mbazo, preferiu acompanhar a apuração junto a outros membros do partido.

"Daqui vou me juntar aos meus companheiros na nossa sede e vamos acompanhar o processo serenamente e com a mesma tranquilidade," revelou.

Assuntos relacionados

Enquanto isso o cabeça de lista da RENAMO, Hermínio Morais, apelou aos eleitores a afluírem em massa às urnas.

"Votar é um direito fundamental da democracia para podermos reclamar juntos juntos aos nossos dirigentes municipais," defendeu.

Entretanto, os resultados provisórios dessas autárquicas devem ser conhecidos até esta quinta-feira (11.10).

Mosambik Lokalwhalen Nampula

Eleitores em Nampula

Nampula: Alguma violência policial

Na cidade de Nampula, a votação iniciou com queixas e terminou com alguma violência protagonizada pelas Forças de Defesa e Segurança. A polícia disparou granadas de gás lagrimogénio para dispersar os eleitores que perturbavam a ordem pública no posto de assembleias de votos, localizado na Escola Primaria de Apeia.

Juma Aiuba, porta-voz daquela plataforma de observadores da sociedade civil Sala da Paz, que acorreu ao local, diz que tudo começou quando três cidadãos vindos do distrito vizinho de Muecate se dirigiram às urnas para exercerem, de forma ilegal, o direito de voto.

Mosambik Zwischenwahl in Nampula | Juma Aiuba

Juma Aiuba

"De fato, as pessoas confessaram. Segundo o relato da comunidade que nós colhemos, elas não são daqui (Nampula). Vieram do distrito de Muecate, uma zona que não é autárquica e que vieram para votar," lamentou.

Por seu turno, Zacarias Nacute, porta-voz da polícia moçambicana em Nampula, justifica a ação como forma de salvaguardar a ordem e tranquilidade que estavam a ser colocadas em causa.

"Houve uma tentativa de perturbação da ordem pública e, portanto, os representantes da mesa de votos solicitaram a presença da polícia que garantiu que a ordem fosse reestabelecida," disse.

Ainda na cidade de Nampula, na Escola Primária Completa da Cerâmica, os agentes da polícia foram flagrados a menos de cinco metros, contra os 300 metros recomendados por lei. "Não estão a reprimir os cidadãos, mas isso está a criar algum receio entre os eleitores," testemunhou o correspondente da DW, Sitoi Lutxeque.

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Portugiesisch | 10.10.2018

Votação em Nampula iniciou com queixas e terminou com algu...

Prisões, detenções e irregularidades

Dois presidentes de assembleias de voto foram presos por distribuir boletins de voto extra aos eleitores, informou o Centro de Integridade Pública (CIP). Os casos aconteceram em Massinga, província de Inhambane, e Ilha de Moçambique, em Nampula. Na Ilha de Moçambique, o caso foi descoberto por um delegado da RENAMO.

Em Nacala Porto, a RENAMO deteve dois supostos eleitores ilegais, reportou ainda o CIP. Tinham cartões de identificação com endereços em Mossuril e Nacaça-a-Velha. Esta ONG que defende a transparência lembra que este partido não tem o direito de deter eleitores e muitas eleitores mudaram-se para novos lugares onde se registaram para votar. Numa conferência de imprensa ao meio-dia, a RENAMO afirmou que a FRELIMO está a trazer eleitores para Nacala de camião, incluindo trabalhadores de saúde.

A votação ainda decorria ao meio da tarde quando dois membros da RENAMO foram detidos no bairro Namaripe na Vila de Angoche, acusados de perturbação da ordem e segurança no processo de votação. Trata-se de Mussa Caetano e Francisco Caetano, sendo o primeiro delegado daquele partido, reportou o CIP na sua página no Facebook.

De acordo com o CIP, na sua página no Facebook, a Presidente da Mesa da Assembleia de Voto nr.03086-02 do Aeroporto em Angoche foi encontrado em flagrante por um delegado da RENAMO a entregar boletins de voto a um membro da FRELIMO. O fato foi apresentado à polícia, mas esta disse que não poderia fazer nada.

Mosambik Lokalwahlen In Quelimane

Idosos não tiveram prioridade para votar, em Nampula

 Filas geram atrasos e exaustão dos idosos

Logo pela manhã, os idosos reclamavam de falta de prioridade para aceder às assembleias de voto, direito plasmado na legislação.

Filomena Muayopue disse que não teve dificuldades para votar, mas sabe e lamenta existirem casos de outras idosas que tiveram dificuldades para exercer o seu direito de voto.

"É necessário reverem a questão da organização," defendeu.

As acusações não param por aí. Adriano Francisco chegou cinco horas da manhã desta quarta-feira (10.10) ao posto de votação instalado no Instituto Industrial e Comercial 3 de Fevereiro, mas só conseguiu votar quase no início da tarde.

"Não consegui votar porque a fila em que estou não se move. Há conflitos, as pessoas que acabam de chegar é que votam e tem muitos eleitores que não sabem se poderão votar," disse.

Mas, entretanto, Martinho Marcelino, presidente da Comissão Distrital de Eleições de Nampula, disse que o processo estava a decorrer bem e sem sobressaltos.

Lokalwahlen in Beira, Mosambik

Membros das mesas de voto transportam material do armazém do STAE para o posto de votação

Beira: Atrasos e desistências

Na cidade da Beira, numa mesa de voto da Escola Amílcar Cabral, às 09:17 a votação ainda não tinha começado, alegadamente por falta de uma urna. Cinco das oito mesas de voto na Escola Secundária de Muchatazina também não abriram à hora prevista (07:00), constatou o correspondente Arcénio Sebastião. Muitos dos eleitores que marcaram lugar nas filas para votar logo pela madrugada disseram estar cansados de esperar e alguns abandonaram os postos de votação. 

Manuel de Araujo

Manuel da Araújo

Quelimane: Manuel de Araújo fora dos registos eleitorais

Em Quelimane, capital provincial no centro do país, a agitação marcou as primeiras horas de votação na Escola Primária de Coalane, onde votou o cabeça de lista da RENAMO, Manuel de Araújo, cujo nome não constava na lista de eleitores. Na mesma lista, faltavam também os nomes de mais de 300 eleitores – que tiveram de voltar para casa sem votar. Manuel de Araújo lamentou o que chamou de "indícios de fraude".

Gurué e Quelimane: faltam nomes nas listas

De acordo com o CIP, 500 eleitores que não constavam dos cadernos de registo eleitoral em três assembleias de voto no Gurué, foram excluídos da votação. O chefe de lista da RENAMO, Adriano John, foi obrigado a apresentar uma cópia do seu cartão de eleitor.

Ainda em Gurué, um "apagão" total invadiu a cidade às 18 horas. O facto foi reportado pelos eleitores da cidade ao Jornal Txopela. Eles lamentam a situação que pode ser interpretada como tentativa de viciação do processo eleitoral.

Em Quelimane, dezenas de eleitores regressaram às suas casas, porque os seus nomes não constam dos cadernos eleitorais no posto de votação da Escola Primária do Primeiro Grau de Torrone Velho.

Mosambik Wahl in Xai-xai | Hermenegildo Chivure

Hermenegildo Chivure (à direita de calças azuis)

Xai-Xai: Evidências de fraude e impedimentos à RENAMO

Segundo a lei eleitoral, o cidadão que se mudou há mais de seis meses não pode votar no anterior lugar de residência. Mas Guilhermina Sitoe, diretora de Saúde, Mulher e Ação Social em Massingir, Mirna Chiboleca, diretora de Educação em Guija, e Hermenegildo Chivure (na foto, de calças azuis), administrador de Chicualacuala há mais de dois anos - todos membros da FRELIMO - votaram em Xai-Xai.

Segundo a RENAMO, alguns delegados tiveram acesso impedido em 15 mesas de voto, alegadamente porque nas suas credenciais não constava o número da mesa onde deviam fiscalizar a votação. O cabeça de lista do maior partido da oposição, Mouzinho Gondorujo, diz que o impedimento é contrário á lei e "abre espaço para a fiscalização em qualquer assembleia de voto".

No posto de votação de Canhanda, em Chibuto, ainda na província de Gaza, a polícia chegou a interditar a presença de jornalistas no local, de acordo com a página online Othanla.

Lokalwahlen in Mosambik - Wahl in Xai-Xai

Apesar das filas na maior parte do país, algumas assembleias estiveram vazias

Avaliação parcial e contagem de votos

A contagem de votos já teve início em algumas localidades, como é o caso de cinco assembleias de voto da Escola Primária Completa Nhamabira, nos arredores da cidade de Tete.

Também na província de Gaza, já começou o apuramento parcial depois que a votação encerrou na hora prevista.

Espera se que a partir das 21 horas em Moçambique, comecem a sair os primeiros resultados preliminares da votação.

O Mobilize, ferramenta do Votar Moçambique, acompanhou o processo de votação. De acordo com esta plataforma, inicialmente o processo estava calmo apesar de algumas irregularidades: Violação da Lei eleitoral, Violação do segredo do voto, eleitores impedidos de exercer o seu direito cívico, agitação e violência causadas aparentemente pela lentidão no processo de votação.

Mosambik Quelimane Lokalwahlen Polizei

FIR se fez presente em Quelimane

Ao final da manhã, a missão de observação eleitoral Sala da Paz considerou que o primeiro momento de votação estava "a correr de forma tranquila, pacífica e satisfatória", mas sublinhou que ser preciso corrigir os "pequenos incidentes" e ilícitos eleitorais que ocorreram no país.

A polícia moçambicana faz uma avaliação positiva do processo em curso, que considerou estar a decorrer dentro da normalidade.

O diretor provincial do STAE em Cabo Delgado, Cassimo Camal, disse que a votação decorreu num clima de cordialidade.

Entretanto, no fecho das urnas, a RENAMO, veio a público denunciar indícios de fraude eleitoral também na Zambézia e em Inhambane, além do fato já relatado em Nampula.

O mandatário do partido, André Majibiri, disse que os presidentes das mesas de assembleias de votos entregaram entre dois a três boletins de voto em alguns municípios, aos eleitores alegadamente da FRELIMO.

Política

Grande afluência por todo o país

Longas filas marcaram as primeiras horas de votação na cidade de Tete. Pela manhã, o boletim "Processo Político Moçambicano" do Centro de Integridade Pública (CIP) publicou a sua primeira avaliação. Registam-se longas filas em muitos locais, o que sugere que o nível de participação dos eleitores será mais elevado este ano comparativamente às eleições municipais anteriores, que não atingiu os 50%.

Política

Longa espera em Maputo

Na capital, a votação teve início à hora marcada, mas também registaram-se longas filas, relata o correspondente da DW em Maputo, Leonel Matias. Eleitores precisam de tempo e paciência para exercerem seu direito cívico.

Política

Filipe Nyusi vota em Maputo

O Presidente Filipe Nyusi e sua esposa votaram na Escola Secundária Josina Machel. Nyusi apelou aos cidadãos que já exerceram o seu direito de voto para aguardarem com serenidade a divulgação dos resultados. O líder interino da RENAMO, Ossufo Momade, que se encontra na Serra da Gorongosa, não deverá votar nessas autárquicas, disse à Lusa fonte do partido.

Política

Maputo: O voto dos políticos

O cabeça de lista do MDM em Maputo, Augusto Mbazo, disse depois de votar que está a acompanhar este processo "serenamente e muito confiante" na vitória. Também o candidato da coligação Esperança do Povo, José Balate, afirmou que "a vitória está garantida". Já o candidato do Movimento Solidariedade Cívica de Moçambique, Carlos Tembe, apelou à adesão em massa dos cidadãos ao processo de votação.

Política

Maputo: O voto dos políticos

Após votar, Venâncio Mondlane, o membro da RENAMO que viu a sua candidatura como cabeça de lista para a cidade de Maputo chumabada pelo Tribunal Constitucional, disse que os munícipes devem aproveitar a eleição para "marcar uma nova página". Também depois de votar, o cabeça de lista da FRELIMO, Eneas Comiche, exortou para "eleições pacíficas e ordeiras".

Política

Tete: O voto dos políticos

O governador de Tete, Paulo Auade, foi o primeiro a votar nesta assembleia, seguido do cabeça de lista da FRELIMO, César de Carvalho, que apelou à afluência em massa dos eleitores. Os três cabeças de lista mostram-se confiantes na vitória. Hélder Manuel, do MDM, agradeceu a afluência às mesas de votação. Já Ricardo Tomás, da RENAMO, se disse surpreso com a participação massiva dos eleitores.

Política

Filas também em Nampula

Em Nampula, no norte do país, o início da votação foi caraterizado por "grandes enchentes" e longas filas. Muitos eleitores acordaram cedo para votar. Segundo o correspondente da DW Sitoi Lutxeque, pela tarde, a polícia disparou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar eleitores.

Política

Garantindo o lugar na fila

Os eleitores usaram objetos pessoais para marcar lugar nas filas. Na Escola Primária Completa de Mutita, na periferia de Nampula, o correspondente da DW Sitoi Lutxeque relatou que "não há desordem". O cabeça de lista do MDM, Fernando Bismarque, apelou a todos os munícipes que exerçam o seu direito de voto para "poderem contribuir para o desenvolvimento da cidade".

Política

Inhambane preocupa

Em Inhambane, o movimento nas assembleias de voto tem sido fraco desde as primeiras horas do dia em quase todas as autarquias, relata o correspondente Luciano da Conceição. O presidente da Comissão Distrital de Eleições de Maxixe, Mateus Rogério, disse à imprensa que o cenário é "preocupante", mas acredita que muitos eleitores podem ainda afluir às assembleias de voto durante a tarde.

Política

Presença policial causa receio em Nampula

Na Escola Primária Completa da Cerâmica, em Nampula, os agentes da polícia estão a menos de cinco metros, contra os 300 metros recomendados por lei. "Não estão a reprimir os cidadãos, mas isso está a criar algum receio entre os eleitores", diz o correspondente Sitoi Lutxeque. Os cabeças de lista da FRELIMO, Amisse Cololo, do PAHUMO, Filomena Mutoropa, e da AMAJPS, Castro Niquina, já votaram.

Política

Detenções

Dois presidentes de assembleias de voto foram presos por distribuir boletins de voto extra aos eleitores, informa o Centro de Integridade Pública. Os casos aconteceram em Massinga, província de Inhambane, e na Ilha de Moçambique, em Nampula. Na Ilha de Moçambique, o caso foi descoberto por um delegado da RENAMO.

Política

Atrasos na Beira

Na cidade da Beira, numa mesa de voto da Escola Amílcar Cabral, às 09:17 a votação ainda não tinha começado, alegadamente por falta de uma urna. Muitos dos eleitores diziam estar cansados de esperar e alguns abandonaram os postos de votação.

Política

Montagem na última hora

Cinco das oito mesas de voto na Escola Secundária de Muchatazina também não abriram à hora prevista (07:00), constatou o correspondente da DW na cidade da Beira, Arcénio Sebastião. Esta é assembleia número 07029-09 que acabava de ser montada como se vê a cabine.

Política

Beira: O voto dos políticos

Os cabeças de lista Manuel Bissopo, da RENAMO, Augusta Maita, da FRELIMO, e Daviz Simango, do MDM (foto), já votaram. Todos se mostram confiantes na vitória, diz o correspondente Arcénio Sebastião, que está a acompanhar o escrutínio, na cidade da Beira.

Política

Quelimane: "Indícios de fraude"

Eleitores, nos postos de votação de Cololo e Instituto industrial de Quelimane, estão assustados com a presença da Força de Intervenção Rápida, fortemente equipada. A agitação marcou ainda a votação na Escola Primária de Coalane, onde os nomes de mais de 300 eleitores, entre eles o cabeça de lista da RENAMO, Manuel de Araújo, não constavam na lista. Araújo lamenta os "indícios de fraude".

Política

Idosos sofrem sem prioridade em Quelimane

Idosos queixam-se de discriminação nas filas de votação. Contam que as filas são tão longas que não conseguem permanecer de pé muitas horas. Os mais novos não cedem lugar. A idosa Joaquina Álvaro, diz ter chegado ao posto de votação da Escola Primária 17 de Setembro, em Quelimane, às 8 horas locais, mas até às 12 horas não tinha votado.

Política

Pemba: Votação a bom ritmo

Pela manhã, a votação decorria a bom ritmo na cidade de Pemba, segundo o correspondente da DW Delfim Anacleto. O governador provincial, Júlio José Paruque, apelou a todos os intervenientes no processo eleitoral em curso para manterem a calma e aguardarem os resultados nas respetivas residências. Paruque mostrou satisfação pela "participação da juventude estreante".

Política

Em Xai-Xai há assembleias vazias

Em Xai-Xai, a votação arrancou à hora prevista. Nalgumas assembleias, a afluência era grande, mas noutras, como na Escola Primária Completa 7 de Outubro (foto) não se via quase ninguém até às 10:00, constatou o correspondente Carlos Matsinhe. Segundo a RENAMO, alguns delegados tiveram acesso impedido em 15 mesas de voto, alegadamente porque nas suas credenciais não constava o número da mesa.

Política

Evidência de Fraude

Segundo a lei eleitoral, o cidadão que se mudou há mais de seis meses não pode votar no anterior lugar de residência. Mas Guilhermina Sitoe, diretora de Saúde, Mulher e Ação Social em Massingir, Mirna Chiboleca, diretora de Educação em Guija, e Hermenegildo Chivure (na foto, de calças azuis), administrador de Chicualacuala há mais de dois anos - todos membros da FRELIMO - votaram em Xai-Xai.

Política

Avaliação parcial das autoridades

Para a polícia, o processo eleitoral está a decorrer dentro da normalidade em todas as autarquias. A CNE diz que decorre com serenidade e harmonia. A missão de observação eleitoral Sala da Paz afirma ser preciso corrigir "pequenos incidentes" e ilícitos eleitorais que têm estado a ocorrer. O STAE garante que as urnas só vão encerrar quando for atendido o último eleitor que estiver na fila.