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Cheias no Limpopo provocam evacuação de prisão em Moçambique

Lusa
15 de fevereiro de 2021

Cerca de 150 presos foram transferidos da cadeia de Guinjá para Macia, em Gaza. Há mais de três semanas, rio Limpopo tem um caudal acima dos níveis de alerta e inunda 24 mil hectares em zonas agrícolas e residenciais.

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Mosambik Überschwemmungen in Limpopo
Ponte sobre o Limpopo em Guinjá durante cheias em 2017Foto: DW/C. Matsinhe

Cerca de 150 reclusos de uma prisão do sul de Moçambique foram transferidos para um novo local devido ao risco de inundações na região, anunciaram as autoridades.

A transferência da penitenciária de Guijá para Macia, na província de Gaza, foi feita durante a última semana e visa "garantir a dignidade" dos reclusos, referiu Manuel Machanguane, diretor provincial de Justiça, citado hoje pelo jornal Notícias.

Em causa está a subida do rio Limpopo que há mais três semanas tem um caudal acima dos níveis de alerta e que já inundou 24 mil hectares de produção agrícola e zonas residenciais, destruindo também diversas infraestruturas em vários distritos da província.

Surto de Covid-19

A prisão de Guijá lida ao mesmo tempo com um surto de Covid-19, que afetou três reclusos e quatro guardas - ou seja, um total de sete casos, dos quais seis estão recuperados e um permanece ativo, sob acompanhamento médico.

"Estamos a cumprir à risca as medidas de prevenção", acrescentou Machanguane.

O país está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

Este ano milhares de pessoas já foram afetadas pelas intempéries. As mais graves foram a tempestade Chalane, no final do ano, e o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos, mas relatos de autoridades locais apontam para o dobro.

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