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PolíticaEstados Unidos

Donald Trump insiste que ganhou as eleições

Lusa | tms
8 de novembro de 2020

Presidente dos Estados Unidos evita reconhecer a sua derrota nas presidenciais e insistiu no Twitter que ganhou as eleições, horas após vitória do candidato democrata Joe Biden ter sido anunciada.

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Foto: Chris Kleponis/Captital Pictures/picture alliance

"Eu ganhei as eleições, tive 71.000.000 votos legais", escreveu o candidato republicano na noite de sábado (08.11), voltando a insinuar, numa mensagem já sinalizada pelo Twitter como contendo alegações disputadas, que "coisas más aconteceram" no processo eleitoral que os observadores republicanos não foram autorizados a ver.

Numa mensagem posterior, Trump refere que 71 milhões é o número máximo de votos que qualquer Presidente em funções obteve até hoje. "Esta eleição está longe de terminar", disse Trump.

Entretanto, o democrata Joe Biden derrotou este sábado o republicano Donald Trump nas eleições presidenciais e deverá tornar-se o 46.º Presidente dos EUA, segundo noticiaram os maiores 'media' norte-americanos.

Candidato mais votado da história

Com 74,5 milhões de votos contabilizados até ao momento, o democrata Joe Biden já é o candidato presidencial mais votado da história dos Estados Unidos. O Presidente incumbente, Donald Trump, recebeu 70,3 milhões de votos, segundo a página eletrónica da CNN.

Mais de quatro horas depois do anúncio da vitória, Trump escreveu hoje no Twitter que os observadores republicanos não foram autorizados a entrar nas salas onde são contados os votos e reitera: "Coisas más aconteceram que os nossos observadores não foram autorizados a ver. Nunca aconteceu antes".

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Apoaiadores de Trump protestaram contra os resultados das presidenciais no sábado (07.11)Foto: Jim Urquhart/REUTERS

"Milhões de boletins de voto por correio foram enviados para pessoas que nunca os pediram!", acrescenta.

Há vários meses que o Presidente Donald Trump lança suspeições sobre a legitimidade do resultado final das eleições, alegando não ter confiança nos votos por correspondência, que este ano bateram máximos, com mais de 100 milhões de eleitores a escolherem esta opção, por causa, entre outras razões, da pandemia de Covid-19.

"Fraude eleitoral"

O Presidente e candidato republicano tem mesmo usado a expressão "fraude eleitoral", pedindo aos seus apoiantes para estarem "muito atentos" ao processamento das votações e das contagens de votos.

Por seu turno, depois de conhecida a vitória de Biden, o advogado de Donald Trump, Rudy Giuliani, disse no sábado que a campanha do ainda Presidente dos Estados Unidos vai avançar com processos contra o processo eleitoral devido a "fraude".

US-Wahl 2020 | PK Rudy Giuliani zum Bidens Sieg
Rudy Giuliani, advogado de TrumpFoto: Eduardo Munoz/REUTERS

"Os processos vão começar a ser levados a tribunal na segunda-feira", disse Rudy Giuliani, advogado do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, numa conferência de imprensa transmitida em vários meios de comunicação social, em que estava rodeado por alegados observadores republicanos que, disse, terão sido impedidos de inspecionar boletins de voto enviados por correio.

"Não há evidências de fraude"

No entanto, uma responsável da Comissão Federal de Eleições (FEC, em inglês) assegurou este sábado que "não há evidência de fraude" nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, conforme denunciou, sem apresentar provas, o governante e candidato republicano Donald Trump. 

"Tem havido muito poucas queixas sobre a forma como se desenrolaram estas eleições", afirmou Ellen Weintraub, comissária da FEC, uma agência federal independente encarregue de zelar pelo cumprimento das leis de financiamento de campanhas nos comícios nos Estados Unidos. 

"Muito poucas queixas fundamentadas, deixem-me antes dizê-lo assim", precisou a responsável em declarações à cadeia televisiva CNN, insistindo que "não há evidência de nenhum tipo de fraude eleitoral", nem de que "tenham sido emitidos votos ilegais". 

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