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João Lourenço arranca campanha eleitoral no Huambo

José Adalberto (Huambo)
25 de julho de 2017

Cabeça-de-lista do MPLA a concorrer às eleições gerais de 23 de agosto insiste no combate à corrupção para garantir robustez da economia angolana. "Se falharmos no combate à corrupção, continuaremos com economia débil".

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João Lourenço em comício em Cazenga, Luanda, em março deste ano

O Huambo foi a cidade escolhida para a abertura oficial da campanha eleitoral de João Lourenço, o cabeça-de-lista do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder em Angola. No comício desta terça-feira (25.07), o candidato às eleições gerais de 23 de agosto voltou a insistir no combate à corrupção.

Na praça adjacente ao aeroporto Albano Machado, o mesmo local onde já se tinha apresentado aos militantes há um mês, João Lourenço fez um longo discurso, pedindo aos simpatizantes e militantes do partido para efectuarem uma escolha clara nas urnas.

"No dia 23, todos nós vamos tomar uma decisão muito importante, a de escolher entre o progresso e a incerteza. O progresso é garantido e a incerteza é vendida todos os dias, mas não está assente em nada sólido", declarou.

Segundo o candidato do MPLA, o partido quer apostar na produção para gerar empregos e "garantir a robustez da economia angolana".Caso seja eleito Presidente, João Lourenço diz que além de combater a corrupção, seu Governo vai eliminar a burocracia.

25.07.2017 Campanha do MPLA - MP3-Mono

"Para melhorarmos o ambiente de negócios há uma coisa má que temos que corrigir. Por um lado temos de melhorar o que está bem. Por outro lado, temos que corrigir o que está mal. Nós temos que ter a capacidade e a coragem de travar um combate a sério contra a corrupção", disse.

Corrupção debilita economia

João Lourenço sublinhou ainda que a corrupção está a afastar o investimento estrangeiro, necessário para o desenvolvimento do país. Desde finais de 2014, Angola vive uma profunda crise financeira e económica. "Que fique claro que, se falharmos neste combate à corrupção, então falharemos também na melhor organização da nossa economia. Vamos continuar a ter uma economia débil, porque não vamos conseguir atrair os investidores."

Entre mais promessas, o cabeça-de-lista do MPLA afirmou que vai combater as assimetrias regionais. Ele argumenta que se os municípios tiveram mais recursos e meios poderão evitar o êxodo das populações para as grandes cidades. "Cada um no seu município deve ver os seus problemas resolvidos aí", argumentou.

Segundo noticiado pela imprensa internacional, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, não deverá participar na campanha do MPLA, devido ao agravamento do seu estado de saúde. Em entrevista à DW África, o vice-presidente da UNITA, o maior partido da oposição em Angola, confirmou que as condições de saúde do Presidente são frágeis.