Recenseamento de 14 milhões de eleitores arranca em Moçambique

O recenseamento eleitoral em Moçambique tem início esta segunda-feira (15.04), com o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) a prever o registo de 14 milhões de eleitores durante um período de 46 dias.

Após a passagem do ciclone Idai pelo centro do país, o início do recenseamento eleitoral que estava previsto para o início deste mês foi reagendado para 15 de abril.

Com um orçamento de 4.000 milhões de meticais (55 milhões de euros), o STAE preparou mais de oito mil postos e cinco mil brigadas, que vão cobrir todo o país até final de maio.

"Estão todas as condições criadas para o arranque do recenseamento eleitoral, quer condições materiais e humanas", disse Cláudio Langa, porta-voz do STAE, em Maputo, em conferência de imprensa para anunciar o arranque do recenseamento eleitoral.

As autoridades eleitorais têm disponíveis cerca de 16 mil brigadistas, seis mil agentes de educação cívica e cinco mil agentes da polícia.

Estão ainda disponíveis mais de cinco mil computadores, kits de painéis solares e geradores.

As eleições gerais estão marcadas para 15 de outubro.

Pela primeira vez, além de escolherem o Parlamento e o Presidente da República, os moçambicanos vão eleger os governadores das 11 províncias, que deixam de ser nomeados pelo poder central.

Autárquicas: Quem venceu nas principais cidades de Moçambique

Eneas Comiche, edil da capital entre 2004 e 2008, venceu em Maputo

Segundo o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e a Comissão Nacional de Eleições (CNE), a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) saiu como grande vencedora em Maputo com 56,95% dos votos, contra os 36,43% da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) foi a terceira força política mais votada com 5,13%.

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Com margem estreita, Calisto Cossa conquista segundo mandato na Matola

No município da Matola, a FRELIMO foi considerada vencedora com 48,05% dos votos, contra os 47,28% da RENAMO, uma diferença inferior a um ponto percentual. A vitória da FRELIMO foi, no entanto, contestada pela oposição. Membros da Comissão Distrital de Eleições disseram mesmo que houve fraude eleitoral.

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Emídio Xavier, da FRELIMO, eleito pelo município de Xai-Xai

Na província de Gaza, concretamente na cidade de Xai-Xai, a FRELIMO venceu com 81,21% dos votos contra apenas 12,36% da RENAMO. Em 134 mesas, Xai-Xai registou 53,90% de votos válidos e uma abstenção de 43,86%.

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Benedito Guimino, da FRELIMO, reeleito em Inhambane

Na cidade de Inhambane, capital provincial, a FRELIMO arrasou com 79,50% contra os 15,55% da RENAMO. Sobraram apenas 4,95% para o MDM. Inhambane contou com 65 mesas de voto e uma abstenção de 35,14%.

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Daviz Simango, líder do MDM, mantém-se na Beira

Na cidade da Beira, província de Sofala, o MDM conseguiu a única vitória neste sufrágio. A terceira força parlamentar arrecadou 45,77% dos votos. Em segundo lugar, ficou a FRELIMO com 29,26%. Em terceiro, surge a RENAMO com 24,57%. Neste município registou-se uma abstenção de 36,65%.

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João Ferreira foi aposta da FRELIMO na cidade de Chimoio

Em Chimoio, província de Manica, a FRELIMO obteve maioria absoluta com 52,51% da votação. A RENAMO garantiu 44,51% dos votos válidos. Nesta cidade do centro do país havia 220 mesas e, curiosamente, não foram contabilizados quaisquer votos nulos ou brancos.

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Manuel de Araújo reeleito em Quelimane - desta vez pela RENAMO

Na província da Zambézia, cidade de Quelimane, a RENAMO venceu com 59,17% da votação contra os 36,09% arrecados pelo partido no poder, a FRELIMO. Quelimane com 168 mesas de votos registou uma taxa de abstenção de 34,72%. Do total de votos, 61,39% foram considerados válidos.

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César de Carvalho volta à edilidade de Tete, que liderou entre 2004 e 2013

Na província de Tete, na cidade com o mesmo nome, a FRELIMO levou a melhor com 54,49% contra os 43,02% da RENAMO, num universo de 57,04% votos considerados válidos. Nesta província do Centro Norte de Moçambique havia 184 mesas de voto.

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RENAMO vence em Nampula com atual edil Paulo Vahanle

Em Nampula, a RENAMO obteve mais votos do que o partido no poder. 59,42% dos munícipes votaram no principal partido da oposição, contra os 32,20% que votaram na FRELIMO. O MDM surge em terceiro com 6,23%. Nesta cidade contabilizaram-se 196.230 votos válidos, o que corresponde a 57,30% do total da votação. Em Nampula havia 456 mesas de voto.

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FRELIMO vence no município de Lichinga

Na cidade de Lichinga, na província do Niassa, a FRELIMO ganhou com 51,93% contra os 45,19% da RENAMO. O MDM garantiu o terceiro posto com apenas 2,88%. A abstenção situou-se nos 41,91%.

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Em Pemba, venceu Florete Simba Motarua da FRELIMO

Na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, a vitória foi alcançada pela FRELIMO que arrecadou 54,21% dos votos. A RENAMO não foi além dos 39,01%. Pemba com 134 mesas de votos contabilizou 56,23% de votos válidos. A taxa de abstenção nesta cidade nortenha foi de 40,87%.