1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Retirada de cidadãos adiada por violações do cessar-fogo

tm | com agências
5 de março de 2022

Evacuação da população civil de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, foi adiada por causa do descumprimento do cessar-fogo pela parte russa, alegou prefeitura. Exército russo retoma ofensiva contra cidades no sudeste.

https://p.dw.com/p/483rU
Ukraine Russland Krieg Wolnowacha
A saída dos civis deveria começar no final da manhã e "foi adiada por razões de segurança".Foto: Alexander Ryumin/dpa/TASS/picture alliance

Após o adiamento da retirada de civis de duas cidades cercadas no sudeste da Ucrânia, o exército russo anunciou, no fim da tarde de hoje (05.03), que retomou a "ofensiva", uma delas Mariupol, segundo o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konachenkov.

A retirada dos habitantes de Mariupol - um porto estratégico ucraniano cercado por forças russas -, que conseguiu um cessar-fogo para a abertura de corredores humanitários, foi adiada devido a várias violações russas da trégua, acusou hoje (05.03) a câmara local. 

A saída dos civis deveria começar no final da manhã e "foi adiada por razões de segurança", já que as forças russas "continuam a bombardear Mariupol e os seus arredores", explicou o município, numa mensagem divulgada na rede Telegram. 

Cessar-fogo temporário

Na manhã desta sábado, o Governo russo anunciou um cessar-fogo temporário, a partir das 10h em Moscovo (7h - UTC - Tempo Universal Coordenado) de hoje, para a abertura de corredores humanitários que permitissem a retirada de civis nas cidades ucranianas de Mariupol e Volnovaja.

Infografik Karte Ukraine mit größeren Städten PT

Antes disso, porém, o autarca de Mariupol disse que o porto estratégico desta cidade se encontrava "sob bloqueio" e era alvo de "ataques impiedosos" do exército russo. 

Marioupol, cidade com cerca de 450 mil habitantes junto ao mar de Azov, está "sob bloqueio" e é, há cinco dias, alvo de "ataques impiedosos", escreveu Vadim Boitchenko na plataforma Telegram.

"A nossa prioridade é conseguir um cessar-fogo para que possamos restabelecer as infraestruturas vitais e criar um corredor humanitário para fazer chegar alimentos e medicamentos à cidade", acrescentou. 

O controlo de Mariupol é estratégico para a Rússia, uma vez que permitiria garantir uma continuidade territorial entre as forças vindas da Crimeia e as que chegam dos territórios separatistas pró-russos da região de Donbass.

Zona de exclusão aérea

Também neste sábado, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia considerará co-beligerante qualquer país que tente impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, uma medida pedida por Kiev que a NATO rejeitou. 

"Consideraremos qualquer desenvolvimento nessa direção como uma participação no conflito armado de qualquer país em cujo território seja criada uma ameaça para nossos soldados", disse Putin sobre uma possível "zona de exclusão aérea no território da Ucrânia". 

O Presidente russo também ameaçou a Ucrânia e disse que a essa pode perder a sua condição de Estado, se insistir em resistir à "operação militar especial" no seu território. 

"A liderança atual (de Kiev) precisa de entender que, se continuar a fazer o que está a fazer, arrisca o futuro do Estado ucraniano. E devem ser responsabilizados por isso", disse, durante uma reunião em Moscovo. 

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que vai falar amanhã por telefone com o líder russo para insistir que ele negocie para resolver o conflito na Ucrânia.

Uma terceira ronda de conversações entre a Ucrânia e a Rússia vai realizar-se na próxima segunda-feira (07.03), anunciou hoje o membro da delegação ucraniana, David Arakhamia. 

(Última atualização às 18h42, UTC - Tempo Universal Coordenado).

O futebol europeu apela: "Pára, Putin!"