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SaúdeÁfrica do Sul

África do Sul retoma restrições após acirramento da pandemia

13 de julho de 2020

País volta a ter toque de recolher e proibição de venda de bebidas alcoólicas, seis semanas após relaxamento. Cifra de casos diários vai a 12 mil, e 25% das mais de 4 mil mortes registradas ocorreram só na última semana.

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Voluntários para vacina contra coronavírus em hospital de Joanesburgo
Voluntários para vacina contra coronavírus em hospital de JoanesburgoFoto: picture-alliance/AP Photo/S. Sibeko

A África do Sul voltou a impor a partir desta segunda-feira (13/07) restrições para impedir uma segunda onda de covid-19, incluindo toque de recolher noturno e proibição de venda e transporte de bebidas alcoólicas.

De acordo com o governo, a África do Sul tem mais de 276 mil infecções e cerca de 4 mil mortes. Ela é a nação mais afetada do continente, além de décima do mundo em número de infecções e quarta em contágios diários.

Ao anunciar as medidas, em pronunciamento neste domingo, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, alertou o país para uma "tempestade de coronavírus", que pode ser "muito mais feroz e mais destrutiva" do que a anterior.

No começo da pandemia, a África do Sul determinou um dos mais severos regimes de restrições no mundo, incluindo proibição de tabaco e bebidas alcoólicas. Contudo a disseminação do coronavírus disparou nas últimas semanas, depois da reabertura da economia em 1° de junho.

O volume de infecções diárias chegou a 12 mil, o equivalente a 500 por hora, obrigando o governo a determinar a volta do toque de recolher noturno, entre 21h e 4h, e a proibição da venda de álcool, medidas que haviam sido suspensas há apenas seis semanas.

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O veto ao comércio de bebidas alcoólicas se destina a diminuir o número de urgências hospitalares derivadas do consumo do produto, para desafogar o sistema de saúde, especialmente as unidades de tratamento intensivo.

Ramaphosa também enfatizou que, apesar de a mortalidade do coronavírus na África do Sul continuar sendo uma das "mais baixas do mundo" (1,5%), é preocupante que 25% das 4.079 mortes registradas até o momento tenham ocorrido só na última semana.

Apesar das estatísticas preocupantes, o governo sul-africano por enquanto descartou retomar medidas de isolamento mais duras, como as adotadas entre fim de março e o início de junho, com sérios danos à economia.

"A recomendação que recebemos é que dar esse passo agora não necessariamente alcançaria uma redução significativa na taxa de transmissão, e teria um custo econômico extraordinário, colocando em risco os meios de subsistência e potencialmente causando danos sociais de longo prazo", afirmou o presidente.

O chefe de Estado destacou, ainda, a obrigação de usar máscaras e a proibição de visitar amigos ou familiares em casa – medidas já em vigor mas com níveis de adesão decrescentes. A maioria dos setores da economia, no entanto, permanecerá aberta com as medidas de precaução necessárias.

Segundo o chefe de Estado, o governo estima serão necessários cerca de 12 mil profissionais de saúde adicionais. O país também corre contra o relógio para continuar expandindo o número de leitos e unidades de terapia intensiva, pois segundo o Ministério da Saúde os recursos atuais não serão suficientes durante o pico da pandemia, prevista para entre fim de julho e setembro.

Especialmente preocupante é a explosão de casos registrados na província de Gauteng, onde se localizam Joanesburgo e Pretória, a qual já se tornou o novo epicentro da pandemia no continente africano.

MD/efe/afp/dpa

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