++ Bolsonaro é eleito presidente ++

Candidato do PSL derrota o petista Fernando Haddad no segundo turno das eleições com 55% dos votos válidos. Distrito Federal e 13 estados também elegem governadores.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) venceu neste domingo (28/10) a mais polarizada e violenta eleição presidencial desde a redemocratização, derrotando no segundo turno o seu adversário, Fernando Haddad (PT).

Com a vitória de Bolsonaro, que assume a Presidência da República em 1º de janeiro de 2019, o Brasil entra para o rol dos países que, nos últimos anos, elegeram governantes populistas ou de extrema direita, como a Itália, a Polônia e a Hungria.

Em suas primeiras declarações, o presidente eleito se comprometeu a pacificar o país e a defender a Constituição, a democracia e a liberdade. "Ofereço um governo decente, que trabalhará para todos os brasileiros", afirmou.

Bolsonaro chegou à vitória sem participar de debates sobre os problemas do país com o seu adversário e apostando quase exclusivamente num discurso radical, de apologia à violência, exaltação da ditadura militar, defesa da tortura e ameaças de prisão ou exílio para adversários.

O presidente eleito prometeu adotar uma linha dura contra a criminalidade e facilitar a venda de armas para civis. Ele também anunciou propostas liberais na economia, com privatizações e uma forte diminuição do tamanho do Estado.

Sua vitória é explicada ainda pela profunda decepção de boa parte da população brasileira com os partidos estabelecidos, em especial o PT, que ocupou a Presidência da República por quatro mandatos e nesse período se viu envolvido em vários escândalos de corrupção.

Bolsonaro, mesmo estando há quase 30 anos no Congresso, conseguiu se apresentar aos eleitores como o novo na política brasileira e, mais do que qualquer outro candidato, personificou o sentimento antipetista e a enfática rejeição da corrupção por milhões de brasileiros.

Também determinante para o resultado foi a facada dada em Bolsonaro no dia 6 de setembro, ainda no primeiro turno, em meio a um evento de campanha em Juiz de Fora. O candidato passou 23 dias internado e foi submetido a duas cirurgias.

Nesse período, Bolsonaro, então com cerca de 18% da preferência dos eleitores, interrompeu a campanha de rua, foi poupado de ataques pelos adversários e disparou nas pesquisas eleitorais, quase chegando à vitória no primeiro turno.

Já Haddad foi prejudicado pelo forte sentimento antipetista e pela imagem de "poste" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi impedido pela Justiça Eleitoral de concorrer à Presidência da República.

Haddad entrou na campanha apenas em 11 de setembro, quando foi anunciado substituto de Lula, que até aquele momento era o candidato do PT mesmo estando preso por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Transmissão encerrada. As atualizações seguem o horário de Brasília.

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Infografik Brasilien Wahl 2018 PT

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21:05 - O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), venceu em 15 estados e no Distrito Federal. São eles: Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Já Fernando Haddad (PT) liderou a disputa em 11 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pará e Tocantins.

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Análise: Bolsonaro mudou lógica de como se faz campanha no Brasil

Sem marqueteiros, recursos, alianças relevantes e contando com uma estrutura improvisada, ex-capitão deixou rivais milionários para trás e virou de cabeça para baixo receita de sucesso das campanhas presidenciais. Leia mais

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20:50 - Entre os 27 governadores eleitos neste ano, 14 declararam apoio a Bolsonaro no primeiro ou no segundo turno, nove apoiaram Fernando Haddad (PT) e quatro não tomaram lado, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Isso indica que o próximo presidente terá como aliados a maioria dos chefes dos estados dos próximos quatro anos.

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20:34 - "Não tenham medo", diz Haddad

Fernando Haddad (PT) comentou a derrota no segundo turno em pronunciamento ao lado de aliados, fazendo um pedido de coragem aos brasileiros. "Andei pelas ruas hoje e vi a expressão de medo em muitas pessoas. Não tenham medo, nós estaremos aqui e estamos juntos. Contem conosco, e coragem."

"Vamos continuar nossa caminhada conversando com as pessoas, nos reconectando com as bases e os pobres deste país. Daqui a quatro anos temos uma nova eleição, e temos que garantir as instituições do país. Talvez o Brasil nunca tenha precisado mais do exercício da cidadania como agora", afirmou.

O petista ainda agradeceu aos apoiadores que foram às ruas em defesa de sua candidatura."Sobretudo na última semana vimos a festa da democracia pelas ruas do Brasil. Gente que saiu à rua para dialogar com outras pessoas e apoiar a nossa campanha."

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20:20 - Bolsonaro promete defender Constituição e democracia

Após pronunciamento em redes sociais, Jair Bolsonaro (PSL) leu o discurso da vitória na porta de sua casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, mais uma vez prometendo governar com base na Constituição e a favor da democracia.

"Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido, não é a palavra vã de um homem, é um juramento a Deus", declarou.

"Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será o nosso governo: constitucional e democrático."

Bolsonaro ainda garantiu que vai promover um "governo decente" a fim de tornar o Brasil uma "grande, próspera livre e grande nação". 

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20:09 - Com 98,5% das urnas apuradas em todo o país, os votos brancos e nulos somaram 9,6% dos votos totais. O índice é o maior já registrado em segundos turnos de eleições desde o fim da ditadura militar.

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20:05 - Esposa de Sergio Moro comemora vitória de Bolsonaro

A advogada Rosângela Moro, mulher do juiz Sergio Moro, comemorou a vitória de Jair Bolsonaro em duas postagens na sua página no Instagram neste domingo. Em uma delas ela escreveu "Feliz" junto a uma imagem do Cristo Redentor com o número 17, do presidente eleito. Poucos minutos depois ela publicou uma imagem da bandeira do Brasil com a mensagem: "Sob nova direção".

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20:00 - Em São Paulo, João Doria (PSDB) conquistou uma vitória apertada sobre o atual governador, Marcio França (PSB). Com 99,73% das urnas apuradas, o placar está em 51,77% para o ex-prefeito de São Paulo, contra 48,23% do pessebista.

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19:57 - O presidente Michel Temer disse no Twitter que já parabenizou Bolsonaro pela "vitória histórica" conquistada neste domingo. "Terminada a eleição, é hora de todos, unidos, continuarmos a trabalhar pelo Brasil", escreveu no Twitter.

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19:50 - Jair Bolsonaro (PSL) fez seu primeiro pronunciamento como presidente eleito em vídeo ao vivo nas redes sociais, agradecendo a Deus e ao povo brasileiro pela vitória. Ele ainda prometeu governar "ao lado da Constituição" e cumprir todos os compromissos assumidos durante a campanha.

"O que eu mais quero é, seguindo ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição brasileira e com uma boa assessoria técnica, isenta de indicações políticas, começar a fazer um governo que possa realmente colocar nosso Brasil num lugar de destaque. Temos tudo para ser uma grande nação", afirmou.

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19:37 - O presidente do Chile, Sebastian Piñera, foi um dos primeiros governantes a saudar Bolsonaro pela vitória. "Parabenizo o povo brasileiro por uma eleição limpa e democrática. Parabenizo Jair Bolsonaro por sua grande vitória eleitoral. Convido-o a visitar o Chile e tenho certeza que trabalharemos com vontade, força e visão de futuro em favor do bem-estar de nossos povos e da integração", disse o líder de centro-direita.

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19:31 - Boulos afirma que Psol fará resistência democrática ao governo Bolsonaro

O candidato derrotado no primeiro turno Guilherme Boulos, do Psol, foi o primeiro presidenciável a se pronunciar publicamente sobre a vitória de Jair Bolsonaro para a Presidência da República. Em um vídeo no Twitter, Boulos diz que vai fazer resistência democrática ao próximo governo. Além disso, ele criticou duramente a campanha do candidato do PSL.

"Para conseguir a vitória, Jair Bolsonaro fugiu dos debates e se escondeu atrás de uma rede de mentiras no WhatsApp à base de fraude e de caixa 2. Foi o candidato da intolerância, que explorou o medo e a desilusão das pessoas", disse Boulos.

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19:20 - Eduardo Leite (PSDB) venceu a disputa no Rio Grande do Sul com 53,54% dos votos, em mais de 99% das urnas apuradas. Ele enfrentava José Ivo Sartori (MDB), que teve 46,46%. Leite foi o governador mais jovem eleito neste ano.

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19:11 - A eleição em Minas Gerais já está decidida. Romeu Zema (Novo) foi matematicamente eleito governador do estado com 71,67% dos votos, em 92,57% das urnas apuradas. Antonio Anastasia (PSDB) tem 28,25%.

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19:06 - Wilson Witzel (PSC) foi eleito governador do Rio de Janeiro. Ele tem 59,66% dos votos válidos com pouco mais de 96% das urnas apuradas. Eduardo Paes (DEM) tem 40,34%.

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19:02 - Projeções apontam vitória de Jair Bolsonaro (PSL). Com 88,44% das urnas apuradas, o capitão da reserva tem 55,7% dos votos válidos, contra 44,3% de Fernando Haddad (PT).

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18:54 - Até as 17h deste domingo, 126 pessoas foram presas por crimes eleitorais em todo o país, segundo um balanço do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, que monitora ocorrências nas eleições. Houve ainda 25 conduções coercitivas. De um total de 1.002 ocorrências ao longo do dia, 401 foram crimes eleitorais, sendo 107 por boca de urna, informou o órgão. 

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18:47 - A disputa em Sergipe já está decidida. Belivaldo Chagas (PSD) chega a 64,74% dos votos com 93,6% das urnas apuradas. Valadares Filho (PSB), por sua vez, tem 35,26%.

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18:42 - Em Santa Catarina, a apuração das urnas está em 80%, mas a liderança de Comandante Moisés (PSL) não tem mais como ser convertida. Ele está com 71,09% dos votos válidos, enquanto Gelson Merísio (PSD) tem 28,91%.

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18:35 - Fatima Bezerra (PT) foi eleita governador do Rio Grande do Norte. Com pouco mais de 90% das urnas apuradas, ela obteve 57,51% dos votos válidos. Seu adversário, Carlos Eduardo (PDT), ficou com 42,55%.

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18:21 - Em Londres, Jair Bolsonaro obteve 5.159 votos, totalizando 61% dos votos válidos. Já Fernando Haddad teve a preferência de 3.231 eleitores (39%), de acordo com a Agência Estadão. Há 33 seções eleitorais na capital inglesa. Em uma delas, na Embaixada brasileira, a votação foi manual. Votaram em branco ou nulo 658 eleitores. No primeiro turno, Bolsonaro teve 51%, e Haddad, 11% dos votos. 

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18:16 - De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 4.333 urnas eletrônicas (0,83% do total) foram substituídas até às 17 horas. O estado de São Paulo registrou o maior número de substituições até o momento: 812. Foram registradas em todo o país 396 ocorrências apenas com eleitores, sendo que 179 resultaram em prisão. Não foram registradas ocorrências com candidatos.  

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18:11 - A chefe da missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, afirmou que o baixo número de ocorrências registrado nas eleições mostra que o processo eleitoral no país ocorre de forma positiva. "Estamos positivamente impressionados. Temos democracias menores com ocorrências muito mais altas que as que hoje vemos [no Brasil]", disse, acrescentando que "em uma eleição que não era fácil para o Brasil, com amadurecimento, [eleitores] compreenderam que as diferenças políticas se resolvem de maneira institucional e através do exercício do voto". 

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18:07 - Em Bruxelas, Bolsonaro venceu com 60,7% dos votos válidos, de acordo com a emissora francesa RFI. Já Haddad ficou com 39,3%. Foram 1863 eleitores na capital belga, sendo que os votos válidos somaram 1.799. 

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17:58 - Em Amsterdã, Fernando Haddad (PT) levou a melhor e conquistou 198 votos (65,34%), contra 105 dados a Jair Bolsonaro (34,65%). Na capital holandesa, há apenas uma seção eleitoral e 470 eleitores estão aptos a votar. A abstenção foi de 27,44%.   

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17:50 - Ibaneis é o novo governador do Distrito Federal: o advogado Ibaneis Rocha, do MDB, venceu o segundo turno da disputa pelo governo do Distrito Federal. Com 95,02% das urnas apuradas, Ibaneis aparece com 69,98% dos votos válidos e, Rodrigo Rollemberg, com 30,02%. Ibaneis gastou 3,5 milhões de reais para bancar a própria candidatura. 

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17:46 - A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, votou por volta das 13 horas em Brasília. A ministra não encontrou fila em sua seção de votação. Após registrar seu voto na urna, Weber disse que "dá uma sensação de alegria. Essa é mais uma festa bonita da democracia, mais um trabalho realizado", declarou. A ministra seguiu para a sede do TSE, onde irá acompanhar a totalização dos votos com outros ministros e autoridades.

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17:30 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que 3.841 urnas eletrônicas foram substituídas em todo o país até as 15h48 deste domingo. O número representa 0,74% das 519.649 urnas. Os estados onde houve o maior número de urnas trocadas foram São Paulo (731) e Rio de Janeiro (490).

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17:26 - Apuração em Genebra: Jair Bolsonaro ganhou com 63% dos votos válidos (1.866 votos), contra 37% (1.077 votos) de Fernando Haddad, de acordo com números obtidos pela DW Brasil. 

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17:21 - Boca de urna em São Paulo: o Ibope divulgou a boca de urna para governador do Rio de Janeiro. De acordo com o instituto, João Doria aparece com 52% e, Marcio França, com 48% dos votos válidos. Foram entrevistados 6.800 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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17:20 - Boca de urna no Rio de Janeiro: segundo o Ibope, Wilson Witzel aparece com 55% e, Eduardo Paes, com 45% dos votos válidos. Foram ouvidos 2.600 eleitores e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. 

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17:17 - Boca de urna em Minas Gerais: o Ibope divulgou a boca de urna para governador do Distrito Federal. Segundo o instituto, Romeu Zema aparece com 66% e, Antonio Anastasia, com 34% dos votos válidos. Foram entrevistados 3.200 eleitores e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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17:15 - Boca de urna no Distrito Federal: segundo o Ibope, Ibaneis aparece com 69% e, Rodrigo Rollemberg, com 31% dos votos válidos. Foram entrevistados 2.600 eleitores e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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17:10 - Boca de urna no Rio Grande do Sul: o Ibope divulgou a boca de urna para governador do Rio Grande Sul. De acordo com o instituto de pesquisa, Eduardo Leite aparece com 52% e, José Ivo Sartori, com 48% dos votos válidos. Foram entrevistados 2.600 eleitores e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.  

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17:05 - Fernando Haddad (PT) venceu na Alemanha com 56% dos votos válidos, contra 44% de Jair Bolsonaro (PSL).

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17:00 - O TSE registrou até o momento 299 ocorrências durante a votação, 132 delas com prisão. Em Belém, no Pará, uma juíza eleitoral determinou a prisão de um eleitor que filmou a urna eletrônica e agrediu uma mesária que tentou impedi-lo de registrar o voto . 

O eleitor tentou digitar o número 17 para governador, que não corresponde ao de nenhum candidato no Pará, e se deparou com a mensagem "voto nulo". Ele filmou a urna para denunciar o que considerou ser uma fraude, dizendo estar tentando votar para presidente.

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16:52 -  Em Lisboa, Jair Bolsonaro ganhou com 64,4% dos votos válidos (4.465 votos), contra 35,6% (2.471) de Fernando Haddad (PT), segundo números divulgados pela imprensa portuguesa.

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16:45 - Após votar Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que o próximo presidente deve respeitar "as instituições, a democracia, o Estado democrático de Direito, o Poder Judiciário e o Congresso Nacional". Ele também pediu que a oposição e a pluralidade política sejam garantidas.

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16:24: Apuração em Munique: Jair Bolsonaro (PSL) venceu com 52,3% dos votos válidos (1.566 votos), contra 47,7% (1.428 votos) de Fernando Haddad (PT). Votos brancos somaram 141. Nulos foram 200. 

Em Munique, capital da Baviera, 8.570 eleitores brasileiros estão aptos a votar em 11 seções eleitorais, que foram montadas em salas alugadas na sede do Instituto Goethe da cidade. A abstenção segundo turno foi de 61,08%. Os número ainda precisam ser confirmados pelo TSE.

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16:03 - Em Madri, na Espanha, Jair Bolsonaro (PSL) venceu Fernando Haddad (PT), por 59,8% (2.109 votos) a 40,2% (1.416 votos), segundo informações da agência de notícias Efe.

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15:49 - Apuração em Frankfurt: Jair Bolsonaro (PSL) venceu na capital financeira da Alemanha com 51,01% dos votos válidos (1.083 votos), contra 48,99% (1.040 votos) de Fernando Haddad (PT). 

Votos brancos somaram 77, e nulos, 107. Um total de 7.110 eleitores brasileiros estão aptos a votar em dez seções eleitorais na cidade, e a abstenção neste segundo turno foi de 66,3%.

Conforme orientação do TSE, os boletins das urnas foram disponibilizados ao público após a votação no Consulado de Frankfurt. Os números ainda precisam passar por auditoria do tribunal.

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15:39 -  Segundo o jornalista Jamil Chade, Jair Bolsonaro (PSL) venceu em Zurique, na Suíça, com 2734 votos (61,2%). Fernando Haddad (PT) obteve 1735 votos (38,8%).

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15:25 - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que o clima em todo país neste segundo turno é de tranquilidade, sem registro de "nenhum conflito mais grave". 

"Eu diria que as eleições tendem a ser bastante tranquilas. E a vontade do eleitor, espero, será respeitada, porque isso faz parte de toda a democracia", afirmou.

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15:08 -  De acordo com a emissora francesa RFI, Fernando Haddad (PT) venceu em Paris com 69,4% dos votos, contra 30,5% de Jair Bolsonaro (PSL). Os números ainda precisam ser oficializados pelo TSE.

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15:04 - Apuração em Hamburgo: Fernando Haddad (PT) venceu na segunda maior cidade da Alemanha com 56,6% dos votos válidos (275 votos), contra 43,4% (211) de Jair Bolsonaro (PSL).

No total, 1.494 eleitores brasileiros estão aptos a votar em Hamburgo, e duas seções eleitorais são disponibilizadas para votação. A abstenção ultrapassou 65% no segundo turno.

Conforme orientação do TSE, os boletins das urnas devem ser colocados em local visível após o fim da votação. Os número ainda precisam passar por uma auditoria do tribunal.

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14:45 - Apuração em Colônia: na quarta maior cidade da Alemanha, Fernando Haddad (PT) obteve 59,8% dos votos válidos (287 votos), e Jair Bolsonaro (PSL), 40,2% (193 votos).

Foram contabilizados 8 votos brancos, e 21 nulos. Na maior cidade do Oeste do país, 1.236 eleitores brasileiros estão aptos a votar, mas apenas 509 compareceram neste segundo turno. A abstenção foi de 58,8%.

Colônia abriga uma das maiores comunidades brasileiras da Alemanha.
Os números dos boletins das urnas ainda precisam passar por uma auditoria do TSE.

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14:29 - Apuração em Berlim: Fernando Haddad (PT) obteve 73,7% dos votos válidos (1.557 votos), e Jair Bolsonaro (PSL), 26,3% (557 votos).

Foram contabilizados 77 votos brancos, e 103 nulos. Na capital alemã, 5.647 eleitores brasileiros estão aptos a votar, mas apenas 2.194 compareceram às urnas neste domingo. A abstenção foi de 61,2%.

Conforme orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os boletins de votação das oito urnas instaladas na embaixada brasileira em Berlim, foram afixados em lugar visível ao público logo após o término da votação do segundo turno, que ocorreu às 17h (horário local). Os números ainda precisam passar por uma auditoria do TSE.

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14:08 - Marina Silva (Rede), que concorreu à Presidência, votou em Rio Branco, no Acre. Ela, que afirmou que daria um "voto crítico" a Fernando Haddad (PT), afirmou neste domingo que a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) representa uma ameça "à defesa dos direitos humanos, da proteção do meio ambiente, da defesa dos grupos vulneráveis e da própria democracia".

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Opinião - Mais instabilidade à vista no Brasil

Quem quer vença a eleição deste domingo não devolverá a estabilidade política ao país. O mais provável, porém, é que o Brasil siga o exemplo britânico: votar e depois se arrepender, opina a jornalista Astrid Prange.

Leia mais

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13:35 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que vem sendo pressionado a se posicionar em relação aos candidatos à Presidência, não revelou sua escolha neste segundo turno. "O voto é secreto", afirmou após votar em São Paulo.

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13:25 - Após não se posicionar a favor de nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno para a Presidência, Ciro Gomes (PDT), afirmou neste domingo que fará oposição a quem quer que vença as eleições.

Segundo o político, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, o Brasil enfrenta uma "bomba de  confrontação de ódio que vem destruindo a economia brasileira e agravando a condição social do povo".

"Por não acreditar que o vencedor possa desarmar essa bomba, eu declaro que farei oposição a qualquer um que seja o vencedor", afirmou Ciro após votar em Fortaleza, segundo noticiou a Folha de S. Paulo.

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13:15 - Um total de 1.956 urnas precisou ser substituído durante as primeiras quatro horas de votação, segundo boletim atualizado divulgado pelo TSE. O número equivale 0,38% dos mais de 519 aparelhos usados pelo país.

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Análise - O país do futuro flerta com o passado

A provável eleição de Jair Bolsonaro joga o Brasil em terreno incerto. A julgar por suas declarações, o país pode retroceder décadas. Ou será que tudo não passa de uma turbulência de campanha eleitoral? 

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12:54 - Houve protestos e confusão no local onde votou o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT), em São Paulo, segundo noticiaram o portal UOL e o jornal O Globo. Apoiadores do petista carregavam livros, rosas e guarda-chuvas e cantavam músicas sobre uma possível virada do candidato, enquanto moradores de prédios da área batiam panelas. Um homem tentou chutar um apoiador do candidato Jair Bolsonaro (PSL) que se manifestava a favor do presidenciável, e houve um princípio de tumulto, encerrado após intervenção da Polícia Militar.

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12:33 - Assim como ocorreu no primeiro turno, eleitores de países onde a votação já foi encerrada estão divulgando boletins das urnas nas redes sociais. Cada seção eleitoral, no Brasil e no exterior, é obrigada a afixar em local visível uma das vias dos boletins após o fim do pleito.

Fotografar e divulgar esses papéis não é ilegal, mas segundo o TSE, tais contagens ainda não passaram por uma auditoria da Justiça Eleitoral e, portanto, ainda não têm validade oficial. A apuração final só será anunciada a partir das 19h (horário de Brasília), quando fecham as urnas no Acre.

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12:04 -  A chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) nas eleições do Brasil, Laura Chinchilla, afirmou no fim da manhã que a votação transcorre com normalidade, sem relatos de atos violentos ou dificuldades para o exercício do voto.

Respondendo a uma pergunta de um repórter, ela disse que a instabilidade política é perigosa em qualquer país, mas que os eleitores brasileiros têm mostrado estarem cientes da importância da eleição. "Essa é a melhor forma de se resolver diferenças políticas no país."

No total, 48 especialistas de 38 países participam da missão da OEA, distribuídos em 11 estados e no Distrito Federal. Um relatório sobre o andamento do segundo turno deverá ser apresentado à imprensa nesta segunda-feira.

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Vídeo - Os votos brancos vão mesmo para o candidato mais bem colocado? Saiba o que é mito e o que é verdade nas eleições.

Ao vivo agora
01:54 min
Brasil | 27.08.2018

Mitos eleitorais

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11:51 - Segundo o TSE, brasileiros já terminaram de votar em 33 países: Nova Zelândia, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Taiwan, Cingapura, Filipinas, Malásia, Hong Kong, Timor Leste, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Índia, Nepal, Omã, Emirados Árabes, Israel, Arábia Saudita, Palestina, Chipre, Quênia, Rússia, Kuwait, Ucrânia, Turquia, Finlândia, Catar, Tanzânia, Líbano, Grécia e Jordânia. Os resultados das votações em todas as localidades no exterior só começam a ser divulgados oficialmente a partir das 19h (horário de Brasília), quando fecham as urnas no Acre.

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11:36 - O candidato a vice-presidente pela chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), votou numa escola na vila militar de Brasília. Ele disse que, se a chapa vencer, ajustar a economia e aprovar a reforma da Previdência estarão entre os primeiros passos a serem tomados pelo novo governo. Ele afirmou esperar uma "oposição construtiva do PT".

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Pesquisas apontam vitória de Bolsonaro no segundo turno

Em sondagens divulgadas neste sábado, o candidato do PSL recuou, aparecendo com 54% dos votos válidos em levantamento do Ibope, contra 46% de Haddad. No Datafolha, o placar foi de 55% a 45%. A distância entre os candidatos caiu até dez pontos percentuais em relação a pesquisas anteriores. Leia mais

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Vídeo - Brasileiros expatriados falam sobre por que votar no segundo turno.


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10:41 - De acordo com boletim divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 912 urnas foram substituídas nas primeiras horas de votação, o que equivale a 0,17% dos mais de 547 mil aparelhos usados no país.

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10:28 - O presidenciável Fernando Haddad (PT) votou pouco depois das 10h no colégio Brazilian International School, em Moema, na zona Sul de São Paulo. Antes de votar, o ex-prefeito participou de um café da manhã com lideranças do PT num hotel no centro da capital paulista. "Vamos lutar até o último minuto", declarou. Ele afirmou estar esperançoso após subir nas últimas pesquisas.

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10:23 - Mais de 25 mil brasileiros estão aptos a votar na Alemanha. Em Berlim, o movimento pela manhã estava menor do que no primeiro turno. Vários eleitores foram votar com um livro na mão em sinal de apoio a Fernando Haddad (PT). Um grupo levou uma caixa de som e cantava músicas de Chico Buarque.

No primeiro turno, Ciro Gomes (PDT) ficou com 36,3% dos votos válidos na cidade; Haddad (PT), com 21,8%; Bolsonaro (PSL), com 21,2%; e João Amoêdo (Novo), com 8,1% .

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As principais propostas de Bolsonaro e Haddad

Confira um resumo das principais propostas dos dois candidatos que disputam a Presidência da República, nas áreas de economia, saúde, educação e segurança.

Leia mais

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09:53 -  A votação para escolher o novo presidente brasileiro já foi encerrada em 16 países da Ásia e da Oceania: Austrália, China, Cingapura, Coreia do Sul, Filipinas, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Nepal, Nova Zelândia, Tailândia, Taiwan, Timor Leste e Vietnã. Os resultados serão divulgados somente a partir das 19h de Brasília, quando termina a votação no Acre. Mais de 500 mil eleitores estão aptos a votar no exterior, em 99 países.

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09:46 - A candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), Manuela D'Ávila, votou em Porto Alegre. Ela foi recebida por apoiadores e criticou o adversário Jair Bolsonaro (PSL), chamando-o de "homem covarde".

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09:36 -  O candidato ao governo de São Paulo João Dória (PSDB) votou pela manhã na capital do estado, vestindo uma camiseta com os dizeres "Bolsodoria", em apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Dória declarou que esta disputa pelo governo estadual foi uma das mais sujas da história.

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09:30 - Escoltado por forças de segurança, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) votou pouco depois das 9h na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, zona Oeste do Rio de Janeiro. O candidato declarou a jornalistas que sua expectativa é de vitória.

O esquema de segurança na zona eleitoral foi reforçado, com atuação da Polícia Federal, da Polícia Militar e do Exército e revista de eleitores.

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09:21 - Geraldo Alckmin (PSDB), que concorreu à Presidência no primeiro turno, também votou pouco após a abertura das urnas, em São Paulo. "Hoje é dia do eleitor, qualquer que seja o resultado", disse o ex-governador à Folha de S. Paulo, evitando declarar apoio a um dos candidatos que disputam o segundo turno.

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09:11 - A ex-presidente Dilma Rousseff, derrotada em eleições para o Senado em Minas Gerais, votou logo cedo em Belo Horizonte. Ela afirmou acreditar numa virada do candidato Fernando Haddad (PT). "O candidato Bolsonaro morreu pela boca", disse.

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09:04 - Mais de 25 mil brasileiros foram chamados às urnas na Alemanha. Além de Berlim e Frankfurt, há sessões de votação em Hamburgo, Colônia e Munique. Em Colônia, filas começaram a se formar no fim da manhã. No primeiro turno, Bolsonaro (PSL) recebeu 28,2% dos votos válidos na cidade, Ciro Gomes (PDT), 27%, e Haddad (PT), 18%.

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O que dizem os jornais europeus antes do segundo turno?

A reta final da campanha presidencial brasileira ganhou espaço nos principais meios europeus, que tentaram destrinchar a figura de Bolsonaro e de seus eleitores.

Leia mais 

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08:37- O presidente Michel Temer votou pouco depois da abertura das urnas em São Paulo. Ele disse à imprensa que o MDB ainda não decidiu se vai apoiar um governo Bolsonaro, caso o candidato do PSL seja eleito. Segundo o presidente, a transição para o novo governo já está organizada.


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08:25 -  Neste sábado, um jovem que participava de uma carreata de apoiadores de Haddad (PT) foi morto a tiros na cidade cearense de Pacajus, próxima a Fortaleza. O presidenciável petista classificou o crime de inadmissível.

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08:19 -  Na véspera do segundo turno, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) divulgou um vídeo em sua conta no Twitter, pedindo os votos de todos os que querem "um Brasil diferente, um Brasil para todos nós, de união, de pacificação" e afirmando que "nada está decidido ainda".

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08:15 - Antes da votação deste domingo, o candidato Fernando Haddad (PT) pediu votos para "recobrar o fôlego da democracia, afastar os fantasmas da ditadura, do ódio e da violência".

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Análise - A eleição da instabilidade

Segundo turno contrapõe dois projetos e visões opostas de Brasil: um extremista de direita e um social-democrata de um partido desgastado. Independente do vencedor, resultado não deve marcar fim da crise política.

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8:00 – As urnas já estão abertas no Brasil. A votação se encerra às 17h. Os resultados da apuração da eleição presidencial começam a ser divulgados às 19h (horário de Brasília).

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Perfil - A trajetória política de Fernando Haddad

Ex-prefeito de São Paulo e ministro da Educação de Lula e Dilma é o candidato do PT à Presidência da República. Confira no que ele se destacou em sua carreira política e em quais polêmicas se envolveu.

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Perfil - A trajetória política de Jair Bolsonaro

Ex-vereador no Rio e deputado federal por quase 30 anos lidera as pesquisas para o segundo turno. Confira no que ele se destacou em sua carreira política e em quais polêmicas se envolveu.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Bolsonaro é eleito presidente

Em segundo turno, os brasileiros elegeram Jair Bolsonaro (PSL) como presidente. Após uma campanha eleitoral polarizada, o militar reformado de extrema direita recebeu 55,13% dos votos, contra 44,87% de Fernando Haddad (PT). Com bandeiras do Brasil e vestidos nas cores verde e amarelo, eleitores comemoram pelo país. No discurso da vitória, Bolsonaro prometeu um governo constitucional e democrático.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

TSE abre investigação contra Bolsonaro

A pouco mais de uma semana do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral abriu uma ação para investigar suspeitas de compra de disparos de mensagens antipetistas no WhatsApp por parte de empresários aliados a Bolsonaro. O pedido de investigação foi feito pelo PT, após uma reportagem do jornal "Folha de S. Paulo". A PF também abriu inquérito para investigar a disseminação em massa de "fake news".

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Bolsonaro e Haddad vão ao segundo turno

Numa das eleições mais polarizadas da história, em 7 de outubro os brasileiros levaram ao segundo turno os dois candidatos que, segundo sondagens, são também os mais rejeitados: Bolsonaro (PSL) e Haddad (PT). Favorito no Sul e Sudeste, o ex-militar teve 46% dos votos válidos contra 29% do petista, que foi o mais votado em oito estados do Nordeste e no Pará. Em terceiro, Ciro Gomes (PDT) teve 12%.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Bolsonaro cresce nas pesquisas

Já líder nas pesquisas, o candidato do PSL ampliou sua vantagem no início de outubro, ultrapassando pela primeira vez a marca de 30% em sondagens do Ibope e do Datafolha. Ao longo da semana que antecedeu as eleições, o ex-capitão foi subindo e, na véspera do pleito, cruzou a barreira de 40% dos votos válidos. Após ser esfaqueado, a campanha do candidato se concentrou nas redes sociais.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

A troca de Lula por Haddad

Após meses de suspense e com aval de Lula, Fernando Haddad foi oficializado candidato à Presidência pelo PT em 11 de setembro, a menos de um mês do primeiro turno, após se esgotarem as chances de o ex-presidente concorrer. Preso e virtualmente inelegível pela Ficha Limpa, Lula era líder nas pesquisas de intenção de voto. O desafio agora será transferir votos para o ex-prefeito.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Ataque a Bolsonaro

O candidato do PSL foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, um ataque que prometia mudar os rumos da corrida presidencial. Seus adversários condenaram a agressão, e alguns chegaram a mudar o tom da campanha. Não houve, contudo, um impacto decisivo sobre o eleitorado. Ele segue líder das intenções, mas com percentual praticamente igual. A rejeição a ele, por outro lado, aumentou.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

O "plano B" do PT

Com Lula virtualmente inelegível, a escolha do seu vice passou a ser encarada como um trampolim para um candidato substituto. No início de agosto, o PT acabou indicando Fernando Haddad, que desde o início do ano era cotado como "plano B". Manuela D'Ávila (PCdoB) ficou com a curiosa posição não oficial de "vice do vice", assumindo a posição com Lula candidato ou não.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

A novela dos vices

A fase de convenções começou no fim de julho sem que a maioria dos pré-candidatos tivesse um vice. Bolsonaro teve três convites recusados até fechar com o general Mourão (PRTB). Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) se contentaram com nomes do próprio partido. Alckmin teve convite recusado pelo empresário Josué Alencar, cuja família é ligada a Lula, antes de optar por Ana Amélia (PR).

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Os candidatos isolados

A jogada de Alckmin com o "centrão" acabou isolando outros candidatos. Jair Bolsonaro (PSL) tentou negociar com o PR, mas teve que se contentar com o nanico PRTB. Ciro Gomes (PDT) também viu suas investidas no grupo naufragarem. Marina Silva (Rede) e Ciro também não conseguiram apoio do PSB, que ficou neutro numa manobra do PT. Os três terminaram a fase de convenções com pouco apoio e tempo de TV.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Alckmin fecha com o "centrão"

Em julho, o tucano Geraldo Alckmin ainda patinava nas pesquisas, mas criou um fato novo na campanha ao conseguir o apoio do "centrão", as siglas que costumam emprestar seu apoio a governos em troca de cargos e verbas. Ao se aliar com PR, PP, PSD, DEM e SD, Alckmin passou a dominar 44% da propaganda eleitoral na TV. Sua coligação também recebe 48% do novo fundo de campanhas.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Candidaturas descartadas

A eleição de 2018 parecia destinada a superar o número de candidatos de 1989, quando 22 disputaram. Em abril, 23 manifestavam interesse em concorrer, entre eles o presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ex-presidente Fernando Collor. Mas eles logo desistiram ou foram abandonados por seus partidos. Outros aceitaram ser vices. Em agosto, só 13 permaneciam na corrida.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Os "outsiders" saem de cena

A possibilidade de Lula ficar de fora e o sentimento antipolítico entre a população sinalizavam que esta seria a eleição dos "outsiders". O ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa e o apresentador Luciano Huck chegaram a ser incluídos em pesquisas. O empresário Flávio Rocha anunciou candidatura. Em julho, todos já haviam desistido, e a disputa ficou restrita a velhos nomes da política.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Lula é condenado e preso

Quando anunciou, em 2016, a intenção de disputar a eleição, Lula se tornou o líder nas pesquisas. Em janeiro, porém, sua situação se complicou após uma condenação em segunda instância que o deixou virtualmente inelegível. Em abril, foi preso. Com a possibilidade de a candidatura ser barrada, o PT passou a ter dificuldades em formar alianças, e o desfecho do pleito ficou ainda mais imprevisível.

Capítulos da eleição presidencial de 2018

Entra em cena o fundo de campanhas

Diante da proibição das doações por empresas, o Congresso criou em outubro de 2017 um novo fundo de R$ 1,7 bilhão para financiar candidaturas, já definindo a capacidade financeira de várias campanhas. Quase 60% do valor ficou concentrado em seis legendas: MDB, PT, PSDB, PP, PSB e PR, deixando candidatos à Presidência de pequenas e médias siglas com menos recursos na largada.

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