Bolsonaro recebe prêmio nos EUA e critica protestos

Após boicote em Nova York, presidente é homenageado no Texas pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. Em discurso, ele faz críticas à imprensa, ironiza manifestações, erra bordão e bate continência à bandeira americana.

Após uma série de polêmicas e boicotes envolvendo sua ida aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira (16/05) o prêmio de personalidade do ano oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em cerimônia realizada em Dallas, no Texas.

Em discurso de 11 minutos, Bolsonaro fez críticas à imprensa brasileira e aos protestos realizados na véspera por estudantes de todo o país contra os cortes na educação, além de exaltar as relações com Washington e externar preocupação com a situação na Argentina e na Venezuela.

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Sobre as manifestações registradas em todos os estados brasileiros na quarta-feira, o presidente usou tom de ironia ao afirmar que os estudantes e professores saíram às ruas "como se a educação até o final do ano passado fosse uma maravilha".

"Ontem, vimos algumas capitais de estado com marchas pela educação, como se a educação até o final do ano passado fosse uma maravilha no Brasil. Temos um potencial humano fantástico, mas a esquerda brasileira entrou, infiltrou e tomou não só a imprensa mas também grande parte das universidades e as escolas do ensino médio e fundamental", disse ele, reforçando outro discurso feito na véspera, quando chamou os manifestantes de "idiotas úteis" e "massa de manobra".

O presidente aproveitou para fazer críticas também aos presidentes anteriores, cujas "políticas nefastas" e "ambições pessoais", segundo ele, impediram que o Brasil crescesse. Sobre a imprensa brasileira, Bolsonaro afirmou que os veículos não são isentos e que isso impede que o país ocupe um lugar de destaque no mundo.

"Até hoje sofremos com a mídia brasileira. Até venho sempre dizendo à mídia brasileira: 'Se vocês fossem isentos, já seria um grande sinalizador de que o Brasil poderia, sim, romper obstáculos e ocupar um lugar destaque no mundo'", declarou.

Seu discurso mencionou ainda os vizinhos Argentina e Venezuela. "Pobre povo venezuelano. Está fugindo da violência, da fome e da miséria. Mas não se esqueçam da nossa Argentina, que está indo para um caminho bastante complicado. Não podemos ter outra Venezuela no Cone Sul."

"Com problemas estruturais em seu país, o meu amigo [Mauricio] Macri enfrenta dificuldades e vê a possibilidade de uma presidente voltar ao poder", completou, referindo-se à ex-presidente Cristina Kirchner. "Essa amiga do PT do Brasil, de [Hugo] Chávez, de [Nicolás] Maduro, entre outros, como Fidel Castro, que tinham mais que o sonho de roubar nosso país, roubar a liberdade de todos nós."

Bolsonaro, que bateu continência à bandeira dos Estados Unidos em Dallas, voltou a exaltar os laços entre o Brasil e o governo do presidente americano, Donald Trump.

"No Brasil, a política até há pouco era de antagonismo a países como os Estados Unidos. Os senhores eram tratados como se fossem inimigos nossos. O Brasil de hoje é amigo dos Estados Unidos, o Brasil de hoje respeita os Estados Unidos, e o Brasil de hoje quer o povo americano e os empresários americanos ao nosso lado", afirmou.

"Precisamos, queremos e estamos, mais que propensos, convictos da união, dessa confiança que começamos a estabelecer nos últimos meses. Fazemos comércio, assinamos muitos acordos, como o da base de lançamento de Alcântara", acrescentou o presidente.

Os elogios a Washington renderam inclusive uma modificação no bordão do governo. "Brasil e Estados Unidos acima de tudo", declarou Bolsonaro, que acabou errando a frase que compõe a segunda parte do slogan: "Brasil acima de todos", disse, substituindo Deus por Brasil.

A premiação desta quinta-feira seria realizada em Nova York, mas Bolsonaro acabou cancelando sua ida à cidade em meio a boicotes e críticas, incluindo o do prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio.

Nas últimas semanas, De Blasio e Bolsonaro se atacaram mutuamente nas redes sociais e em entrevistas, após o prefeito deixar claro que o brasileiro não era bem-vindo em Nova York para receber o prêmio. O americano o chamou de "ser humano perigoso" e o acusou de ser "racista, homofóbico e destrutivo".

O prêmio de personalidade do ano seria entregue em evento no Museu de História Natural de Nova York, porém, após pressão de ativistas e funcionários, a instituição decidiu revogar o aluguel do espaço. Após o incidente e críticas de vários setores da sociedade americana, patrocinadores recuaram do apoio ao evento, e um restaurante também se negou a sediá-lo.

Por fim, Bolsonaro cancelou a viagem a Nova York e, após articulação do Itamaraty, a organização World Affairs Council aceitou acolher o evento no Texas, um estado americano conservador.

De Blasio comemorou o cancelamento no Twitter: "Jair Bolsonaro aprendeu da maneira mais difícil que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós denunciamos a sua intolerância. Ele fugiu. Nenhuma surpresa — valentões não aguentam um soco. Já vai tarde, Jair Bolsonaro. Seu ódio não é bem-vindo aqui."

Nesta quinta-feira, Bolsonaro lamentou não ter ido a Nova York, mas disse que continuará respeitando os nova-iorquinos. "Lamento muito o ocorrido nos últimos dias. Eu não posso ir na casa de uma pessoa onde alguém da sua família não me queira bem, mas meu amor por todo os Estados Unidos, inclusive os nova-iorquinos, continuará da mesma forma."

EK/abr/ots

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Academia populista de Bannon sob ameaça

O governo italiano que iniciou um processo para revogar o arrendamento de um mosteiro do século 13, localizado ao sudeste de Roma, que abrigaria a sede de uma academia com objetivo de criar uma vanguarda política populista de direita. Steve Bannon é um dos principais nomes por trás desse projeto. O governo alega que o Instituto para a Dignidade Humana violou várias obrigações contratuais. (31/05)

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Novos protestos pela educação

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Ampla rede de fake news na Europa

Às vésperas das eleições europeias, a ONG Avaaz publicou um estudo no qual afirma ter identificado mais de 500 páginas e grupos de extrema direita no Facebook suspeitos de disseminar informações falsas dentro da União Europeia. O relatório permitiu a remoção de conteúdo com mais de 500 milhões de visualizações nos últimos três meses. Entre as contas há perfis relacionados à alemã AfD. (22/05)

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Chico Buarque ganha Prêmio Camões

O compositor e escritor Chico Buarque foi homenageado como o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Essa é a primeira vez que um músico é agraciado com o troféu. Um dos maiores nomes da MPB, Chico foi eleito por unanimidade pelo júri, que destacou contribuição de sua obra para a formação cultural de diferentes gerações em vários países. (21/05)

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Torre Eiffel é fechada

A Torre Eiffel foi evacuada e fechada após um homem ser visto escalando o monumento, que é um dos ícones de Paris. Ainda não se sabe como o escalador conseguiu furar o bloqueio de segurança. Depois de seis horas, o homem foi detido pelas autoridades. A identidade do escalador e os motivos que o levaram a escalar a estrutura não foram divulgados. (20/05)

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Milhares vão às ruas em defesa da UE

A poucos dias da votação para eleger o próximo Parlamento Europeu, centenas de milhares de cidadãos foram às ruas do continente numa mensagem de apoio à Europa e seu projeto de paz, e repúdio ao nacionalismo e à extrema direita. Na Alemanha foram registradas passeatas em várias cidades. Em Berlim, organizadores calculam a presença de 20 mil pessoas. Outras 14 mil protestaram em Frankfurt. (19/05)

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O chanceler federal da Áustria, Sebastian Kurz, decidiu dissolver sua coalizão de governo e pediu que sejam realizadas eleições antecipadas no país, após um escândalo ter levado à renúncia de seu vice, Heinz-Christian Strache, horas antes. Strache, líder do ultradireitista FPÖ, foi flagrado oferecendo futuros contratos governamentais em troca de apoio ao seu partido nas últimas eleições. (18/05)

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Taiwan é 1º na Ásia a legalizar casamento gay

Taiwan se tornou o primeiro país da Ásia a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os parlamentares aprovaram, por 66 votos a 27, uma lei que autoriza "uniões permanentes exclusivas" para casais do mesmo sexo e permite que estes solicitem um "registro de casamento" em agências governamentais. Casais homossexuais de Taiwan poderão registrar seu casamento a partir de 24 de maio. (17/05)

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Morre o arquiteto Ieoh Ming Pei

Pilar da arquitetura moderna, o proeminente arquiteto americano nascido na China Ieoh Ming Pei morreu aos 102 anos, segundo informou a empresa de arquitetura de seus filhos. Ele foi o nome por trás das pirâmides de vidro do Museu do Louvre, em Paris, da torre de 72 andares do Banco da China em Hong Kong e do Museu de Arte Moderna de Atenas. (16/05)

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Estudantes protestam contra cortes na educação

Manifestantes, sobretudo estudantes e professores, saíram às ruas nas principais cidades do Brasil contra a redução do orçamento das universidades federais e o bloqueio de bolsas de pesquisa, no primeiro grande protesto contra o governo de Jair Bolsonaro. Questionado sobre os atos, o presidente fez críticas aos manifestantes, descrevendo-os como "idiotas úteis" e "massa de manobra". (15/05)

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Ataque cibernético

O Whatsapp pediu a seus 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo que atualizem o aplicativo de mensagens para sua versão mais recente, após constatar uma vulnerabilidade em seu sistema que permite a instalação de um spyware em smartphones. Segundo a empresa hackers poderiam invadir telefones através desses softwares espiões e acessar dados contidos nos aparelhos. (14/05)

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Berlim enterra vítimas do nazismo

Restos mortais de vítimas do nazismo descobertos recentemente foram enterrados em Berlim, mais de sete décadas após o fim da Segunda Guerra. Trata-se de cerca de 300 amostras microscópicas de tecidos que pertenciam a vítimas do nazismo, na maioria mulheres, cujos corpos foram utilizados em experimentos médicos, num episódio pouco conhecido ocorrido durante a guerra. (13/05)

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Igrejas reabrem no Sri Lanka

A Igreja Católica no Sri Lanka realizou as primeiras missas dominicais, três semanas após os atentados suicidas do domingo de Páscoa, que provocaram 258 mortos. As estradas de acesso às igrejas foram controladas por policiais armados, e todos os fiéis foram revistados e identificados antes de entrar. (12/05)

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Ataque no Paquistão

Atiradores atacaram um hotel de luxo na cidade litorânea de Gwadar, no sudoeste do Paquistão. A ação terminou com a morte de ao menos três atiradores e de um guarda. O separatista Exército de Libertação do Baluchistão, que luta pela independência dessa região, assumiu a autoria do ataque. (11/05)

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Venezuela reabre fronteira com o Brasil

O governo da Venezuela reabriu a fronteira com o Brasil. O país mantinha fechadas todas as fronteiras desde o fim de fevereiro, quando o líder opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, tentou entrar com ajuda humanitária que estava armazenada no Brasil e na Colômbia, e nas ilhas de Curaçao, Aruba e Bonaire. (10/05)

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Novas regras na Igreja Católica

O papa Francisco assinou uma norma que torna obrigatório aos membros do clero denunciar suspeitas de abusos sexuais ou de poder ou de acobertamento de casos ocorridos dentro da Igreja Católica. O documento estabelece, assim, um novo procedimento a ser seguido nas dioceses, além de exigir rapidez nas investigações preliminares e na proteção das vítimas. (09/05)

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Bolsonaro facilita porte de armas para 20 categorias

Caminhoneiros, políticos, advogados, conselheiros tutelares, agentes de trânsito, oficiais de Justiça e até jornalistas vão poder requerer permissão para andar armados nas ruas, de acordo com um decreto assinado por Jair Bolsonaro. Texto prevê que agora menores de dezoito anos possam praticar tiro esportivo apenas com a autorização de um dos responsáveis legais. (08/05)

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Alemanha inaugura sua primeira autobahn elétrica

A primeira autobahn elétrica da Alemanha, voltada para o transporte de cargas, foi inaugurada perto de Frankfurt. Em ambos os lados da pista foram colocados cabos aéreos. Caminhões com motores elétricos poderão se acoplar aos cabos e recarregar suas baterias ao passarem pelo trecho. Cinco transportadoras participarão de uma fase de testes, executada pelo Ministério do Meio Ambiente. (07/05)

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Justiça eleitoral da Turquia anula eleição em Istambul

A Justiça Eleitoral da Turquia anulou a eleição municipal de Istambul, que no final de março marcou uma contundente derrota para o presidente Recep Tayyip Erdogan e encerrou um ciclo de mais de 20 anos de hegemonia do grupo político do mandatário na administração da cidade. A Justiça determinou ainda a realização de um novo pleito. A Oposição disse que decisão "escancara ditadura" no país. (06/05)

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Avião em chamas faz pouso de emergência em Moscou

Um avião de passageiros com 78 ocupantes da companhia russa Aeroflot fez um pouso de emergência no aeroporto de Sheremetievo, em Moscou, pouco depois de registrar um incêndio a bordo. Após o pouso, a aeronave foi consumida pelas chamas. Segundo as autoridades russas, 41 ocupantes da aeronave morreram. (05/05)

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Novo rei é coroado na Tailândia

O rei Maha Vajiralongkorn da Tailândia foi coroado neste numa suntuosa cerimônia que mesclou rituais budistas e bramânicos no Grande Palácio Real, em Bangcoc, no terceiro ano do seu reinado após suceder seu pai, Bhumibol Adulyadej, morto em 2016. O monarca, de 66 anos, estava acompanhado de sua esposa, a rainha Suthida, uma ex-comissária de bordo com quem se casou de surpresa nesta semana. (04/05)

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Ciclone na Índia

O ciclone tropical Fani atingiu a costa do estado de Odisha, no leste da Índia, e provocou a morte de ao menos três pessoas. A tempestadederrubou árvores, provocou cortes de energia elétrica e no abastecimento de água. Mais de um milhão de pessoas foram retiradas da área e levadas a abrigos antes da chegada do fenômeno, que trouxe ventos que foram sentidos até no Monte Everest. (03/05)

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500 anos da morte de Leonardo da Vinci

O mundo lembra os 500 anos da morte daquele que foi, talvez, o maior artista do Renascimento: Leonardo da Vinci. Para lembrar a data, numerosas exposições focam a obra e a vida do artista e cientista. A cerimônia no castelo Clos Lucé, em Amboise, na França, onde estão os restos mortais do pintor, contou com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron. (02/05)

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Dia do Trabalho

O Primeiro de Maio foi marcado por protesto em várias cidades do mundo. Em Paris, a manifestação sindical terminou em confrontos entre integrantes do movimento dos "coletes amarelos" e forças de segurança. Mais de 200 pessoas foram presas na capital francesa. (01/05)

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