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Coreia do Norte admite uso de armas nucleares

8 de maio de 2016

Líder norte-coreano, Kim Jung-un, promete recorrer ao arsenal atômico apenas caso o país seja ameaçado por outra potência nuclear. Pyongyang sinaliza disposição de normalizar laços com Estados considerados inimigos.

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Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un
Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-unFoto: Reuters

O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, declarou que seu país só recorrerá a suas armas nucleares na eventualidade de sua soberania ser ameaçada por outra potência nuclear.

"Como um país com armas nucleares responsável, a nossa república não usará as armas, a não ser que sua soberania seja ameaçada por quaisquer forças hostis com ogivas nucleares", garantiu em discurso o líder norte-coreano neste sábado (07/05), segundo dia do 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores, que se realiza em Pyongyang.

Kim afirmou que a Coreia do Norte está disposta a normalizar os laços com os estados que lhe tinham sido hostis. No entanto, garantiu que o país continuará a construção e o lançamento de mísseis – que a Coreia do Sul e os Estados Unidos acreditam ser testes para mísseis de longo alcance.

Segundo a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, Kim Jong-un prometeu que Pyongyang "cumprirá fielmente" suas obrigações de não proliferação e impulsionará a desnuclearização em nível global. A Coreia do Norte foi o primeiro país signatário a abandonar o Tratado de Não Proliferação (NPT, na sigla em inglês) em 2003.

Na época de seu primeiro teste nuclear, em 2006, o pais asiático assegurou que "nunca seria o primeiro a usar armas nucleares", mas desde então tem feito repetidas ameaças de ataques nucleares preventivos contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Durante o discurso de abertura do 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, na sexta-feira, Kim Jong-un exaltou os últimos testes nucleares e lançamentos de mísseis realizados pelo regime, afirmando que estes fortaleceram a "dignidade e o poder do país". O último congresso se realizou 36 anos atrás. Espera-se que neste sejam anunciadas decisões políticas e econômicas sobre o futuro do regime.

PV/lusa/abr/rtr/ap/afp