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Denúncia de corrupção abala Volkswagen

(as)1 de julho de 2005

O chefe do conselho de fábrica da montadora alemã, Klaus Volkert, 62 anos, pediu afastamento do cargo em meio a suspeitas de corrupção. Rumores atingem outros grandes nomes da empresa.

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A fábrica da Skoda na República TchecaFoto: dpa - Bildarchiv
Der VW-Betriebsratsvorsitzende Klaus Volkert
Klaus VolkertFoto: AP

Volkert, chefe de um dos mais poderosos conselhos de fábrica da Alemanha, disse a uma assembléia de trabalhadores, na quinta-feira (30/06), que estava se afastando devido a sua idade e que seria sucedido pelo seu suplente, Bernd Osterloh, já nesta sexta-feira. Mas especulações dentro da empresa afirmam que ele deixou o posto devido a um suposto envolvimento com o escândalo de corrupção na Skoda, empresa tcheca do grupo Volkswagen.

O caso já levou à renúncia do diretor de Recursos Humanos da Skoda, Helmuth Schuster, há cerca de duas semanas. Schuster está sendo acusado de exigir o pagamento de comissões a fornecedores da montadora. Com a ajuda de "testas-de-ferro", ele teria controlado empresas no exterior que fecharam contratos lucrativos com a Skoda.

Volkert era chefe do conselho de fábrica da VW desde 1990 e fazia parte do conselho fiscal. Nos anos 90, ele teve participação na introdução da semana de quatro dias na Volkswagen e no projeto "5000 x 5000", polêmica proposta de 1999 que previa a contratação de 5 mil trabalhadores por 5 mil marcos mensais para a construção de um carro. Suas fortes ligações com a diretoria o tornaram impopular entre alguns trabalhadores.

Auditoria externa

Bernd Pischetsrieder
Bernd PischetsriederFoto: AP

A VW quer saber se Volkert e Schuster estão envolvidos com uma companhia que se candidatou a um contrato de fornecimento com a Skoda. Volkert negou estar envolvido em atividades criminosas.

O presidente da VW, Bernd Pischetsrieder, contratou uma auditoria externa para apurar o caso. Ele também levou ao conhecimento do Ministério Público em Braunschweig que há um escândalo de corrupção na empresa. O Ministério Público divulgou que o envolvimento de Volkert no caso não está comprovado.

Boatos apontam mais envolvidos

VW Logo
A marca VolkswagenFoto: AP

Segundo a revista alemã de economia Wirtschaftswoche, fontes próximas à empresa afirmam que há mais envolvidos no escândalo de corrupção na Skoda e que a renúncia de Volkert não é, de maneira alguma, o fim do caso.

A revista afirma que políticos, incluindo o ex-governador da Baixa Saxônia, Sigmar Gabriel, e o chanceler alemão Gerhard Schröder, sabiam do que estava acontecendo na Skoda. Ambos classificaram as afirmações como infundadas. "Essa é uma alegação errada e difamatória", disse uma assessora de imprensa do governo. "O chanceler tomará as medidas legais contra a sua propagação."

A publicação também levantou suspeitas contra o diretor de Recursos Humanos da VW, Peter Hartz, um dos principais executivos da Alemanha e colaborador do governo Schröder. A Volkswagen desmentiu boatos de que ele pediria demissão: "Hartz é e continuará sendo diretor de Recursos Humanos da Volkswagen".