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Ex-presidente alemão será julgado por obter vantagens

28 de agosto de 2013

Christian Wulff é acusado de aceitar subornos quando ainda era governador do estado da Baixa Saxônia, em 2008. Esta será a primeira vez na história da República Federal da Alemanha que um ex-chefe de Estado será julgado.

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Foto: picture-alliance/dpa

O Tribunal Regional de Hannover abriu nesta terça-feira (27/08) um processo contra o ex-presidente alemão Christian Wulff e o produtor cinematográfico David Groenewold. O julgamento deverá começar no dia 1º de novembro.

O ex-mandatário é acusado de ter aceitado subornos quando ainda era governador do estado da Baixa Saxônia. Em 2008, Groenewold teria pago uma parte de uma viagem de Wulff e sua então esposa, Bettina, à Oktoberfest de Munique. Em troca, a promotoria acredita que o ex-presidente teria se comprometido a auxiliar o produtor a levantar fundos para um projeto cinematográfico.

Wulff insiste que não percebeu o favor na época e que, mais tarde, teria pago a quantia de volta a Groenewold. No entanto, ele de fato ajudou o produtor a captar verbas algumas semanas após a Oktoberfest.

Inicialmente, a promotoria havia acusado Wulff e Groenewold de corrupção, o que poderia significar uma pena de até cinco anos. Mas o tribunal reduziu a acusação para troca de vantagens, cujas penas são bem menores: uma multa ou até três anos de prisão.

Os advogados do ex-presidente declararam, em sua página oficial, que a verificação judicial da acusação feita pela promotoria é o procedimento normal, chamando a atenção para o fato de que o tribunal reduziu as acusações.

Mais jovem presidente

Membro da União Democrata Cristã (CDU), Christian Wulff foi eleito presidente em junho de 2010, com o apoio da chanceler federal Angela Merkel, sua colega de partido. Então com 51 anos de idade, ele foi o mais jovem político a chegar à presidência da Alemanha.

Wulff renunciou ao cargo em fevereiro de 2012, após escândalos de corrupção revelados pelo jornal alemão Bild em dezembro do ano anterior.

Em março de 2012, Wulff foi substituído pelo ex-pastor luterano Joachim Gauck, que desempenhou um papel importante como ativista pelos direitos civis na antiga Alemanha Oriental.

DM/rtr/afp/dpa/lusa