Executiva da Huawei é presa no Canadá

Filha do fundador da gigante chinesa de telecomunicações é acusada de violar sanções americanas impostas ao Irã e poderá ser deportada para os EUA. Pequim exige sua libertação.

Autoridades canadenses revelaram nesta quarta-feira (05/12) que a diretora financeira da empresa chinesa de telecomunicações Huawei, Meng Whanzhou, foi presa no último sábado, acusada de violar as sanções impostas pelo governo americano ao Irã. Ela poderá ser extraditada para os Estados Unidos.

A prisão de Meng, filha do fundador da Huawei e uma das principais executivas da empresa, gerou novos temores sobre o agravamento das tensões comerciais entre a China e os EUA, pouco depois de os dois países anunciarem durante a reunião do G20, no último fim de semana, uma trégua nas disputas que envolvem aumentos de tarifas de importação de ambos os lados.

Meng, de 46 anos, será levada a um tribunal canadense nesta sexta-feira, que determinará se a executiva poderá ser libertada sob fiança enquanto aguarda a decisão sobre a extradição. Ela ocupa a diretoria financeira da Huawei desde 2011.

A embaixada chinesa no Canadá divulgou um comunicado pedindo a libertação imediata de Meng. "Acompanharemos de perto o desenvolvimento do caso e tomaremos medidas para proteger resolutamente os legítimos direitos e interesses dos cidadãos chineses", diz a nota.

A embaixada afirma que a China "se opõe com firmeza e protesta com veemência" contra a prisão da executiva, que, segundo afirma, "prejudicou gravemente os direitos humanos da vítima". O Ministério chinês do Exterior afirma ter pedido ao Canadá e aos EUA explicações sobre a detenção, mas que não haviam recebido nenhum esclarecimento.

A Huawei é alvo de suspeitas por parte dos EUA e outras nações do Ocidente sobre suas ligações com o governo chinês. Alguns acreditam que a empresa possa estar sendo utilizada para promover práticas de espionagem, o que fez com que fosse bloqueada nos EUA e em outros países como Austrália e Nova Zelândia.

A empresa, porém, nega que o governo chinês exerça influência em suas atividades. Fundada em 1987, a Huawei é a maior fornecedora de equipamentos de rede de telecomunicações e o segundo maior fabricante de smartphones em todo o mundo. No ano passado, teve faturamento de cerca de 92 bilhões de dólares.

Uma possível imposição de sanções à empresa poderá ter enormes repercussões na cadeia global de abastecimento de produtos tecnológicos. Ao contrário de outras grandes firmas chinesas de tecnologia, a Huawei realiza a maioria de seus negócios no exterior, sendo líder de mercado em vários países na Europa, África e Ásia.

Os EUA se recusam a adquirir servidores produzidos pela Huawei desde 2011, inclusive com a proibição da compra de equipamentos da empresa por órgãos públicos. Há dois meses, senadores americanos solicitaram que o governo do Canadá proibisse a utilização de equipamentos da Huawei nas redes de telecomunicações do país, temendo que fossem utilizados para espionagem.

Entretanto, a maioria dos países, incluindo aliados americanos como Reino Unido, Alemanha e o próprio Canadá, não adotaram medidas para bloquear a empresa, afirmando que possuem procedimentos para realizar testes de segurança nos equipamentos chineses.

RC/afa/lusa/rtr

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Autor de atentado em Estrasburgo é morto

O autor do ataque em Estrasburgo, na França, foi morto pela polícia do país na noite desta quinta-feira após uma caçada que durou 48 horas. Chérif Chekatt, de 29 anos, foi localizado e abatido na própria cidade após uma troca de tiros com policiais, a dois quilômetros do local do ataque, No ataque executado por Chekatt morreram duas pessoas e 13 ficaram feridas. (13/12).

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May sobrevive à moção de desconfiança

A primeira-ministra britânica, Theresa May derrotou uma moção de desconfiança dentro do Partido Conservador por 200 votos contra 117. Com a vitória, May permanece na liderança do partido e no cargo de premiê e ainda fica imune durante um ano a uma nova contestação interna. A moção foi apresentada por deputados insatisfeitos com o acordo sobre o Brexit que May negociou com a União Europeia. (12/12)

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Homem mata quatro e se suicida na Catedral de Campinas

Um homem abriu fogo dentro da Catedral Metropolitana de Campinas (SP), matou quatro pessoas durante uma missa e depois se suicidou no início da tarde desta terça-feira. Outras quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da cidade paulista. O atirador foi identificado como Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos. (11/12).

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Após protestos, Macron anuncia "pacote de bondades"

Pressionado por manifestações e perda de popularidade, presidente francês anuncia aumento de 100 euros no salário mínimo e fim de impostos sobre horas extras para tentar apaziguar ânimos dos "coletes amarelos". Em discurso na TV, Macron condenou violência em protestos, mas disse reconhecer que “raiva” dos franceses é profunda e prometeu um debate sobre uma profunda reforma do estado. (10/12)

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River Plate conquista a Libertadores

Depois do adiamento da partida devido à violência nos arredores do estádio em Buenos Aires que culminou com o ataque ao ônibus do Boca Juniors, a final da Taça Libertadores foi realizada no estádio Santiago Bernabéu, em Madri. De virada, por 3 a 1, o River Plate venceu o Boca Juniors e conquistou no campo o quarto título no torneio. (09/12)

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“Coletes amarelos” voltam a protestar na França

Manifestantes voltaram a tomar as ruas de Paris e outras cidades francesas contra políticas do governo de Emmanuel Macron pelo quarto final de semana seguido. As novas manifestações ocorrem apesar de o presidente ter suspendido temporariamente um aumento de impostos sobre combustíveis. Mais de cem pessoas ficaram feridas em confrontos. (08/12)

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A sucessora de Merkel

Annegret Kramp-Karrenbauer, uma aliada de longa data da chanceler federal alemã, Angela Merkel, foi escolhida para sucedê-la como líder de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU). A mudança marca o princípio do fim da era Merkel. Apesar de abrir mão da liderança da legenda, que assumiu há 18 anos, Merkel pretende seguir à frente do governo alemão até o fim de seu mandato, em 2021. (07/12)

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Executiva da Huawei é presa no Canadá

Autoridades canadenses revelaram que a diretora financeira da empresa chinesa de telecomunicações Huawei, Meng Whanzhou, foi presa, acusada de violar as sanções impostas pelo governo americano ao Irã. A prisão de Meng, filha do fundador da Huawei e uma das principais executivas da empresa, gerou novos temores sobre o agravamento das tensões comerciais entre a China e os EUA. (06/12)

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Putin recebe Maduro em Moscou

O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou apoio ao seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, que visita Moscou em busca de ajuda financeira para seu país. Maduro espera contar com o apoio da Rússia após ter se isolado cada vez mais no cenário internacional. A Rússia e a Venezuela mantêm laços de longa data. O antecessor de Maduro, Hugo Chávez, era um convidado bem-vindo no Kremlin. (05/12)

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Governo Macron cede aos manifestantes

A França suspendeu, ao menos temporariamente, o aumento dos impostos sobre os combustíveis, que foi o estopim dos protestos de rua que acabaram se transformando em manifestações de massa contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Esta é a primeira vez que Macron cede sobre uma decisão importante desde que assumiu o cargo, em 2017. (04/12)

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Fim de símbolo do turismo de massa

Atendendo a um pedido de ambientalistas, a prefeitura de Amsterdã removeu da Praça dos Museus um dos cenários fotográficos favoritos dos turistas que visitam a capital holandesa: enormes letras vermelhas e brancas que compunham o slogan "I Amsterdam". Os políticos verdes argumentaram que as letras se transforaram num símbolo do turismo de massa e do "individualismo exagerado". (03/12)

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Começa conferência do clima COP24

Negociadores de quase 200 países iniciam em Katowice, na Polônia, duas semanas de conversações sobre as mudanças climáticas e como implementar medidas para manter aquecimento do planeta abaixo de 2 graus Celsius. Encontro em Katowice é visto como teste do comprometimento dos países signatários em implementar medidas para alcançar suas metas climáticas. (02/12)

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Confrontos entre polícia e "coletes amarelos"

Tropa de choque da polícia francesa e grupos de manifestantes conhecidos como "coletes amarelos" voltam a entrar em confronto em Paris, durante o terceiro fim de semana seguido de protestos contra o aumento de impostos sobre combustíveis e a redução do poder aquisitivo. Policiais lançam bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água contra parte dos manifestantes. (01/12)