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Governo propõe privatizar Eletrobras

22 de agosto de 2017

Ministério de Minas e Energia defende venda de ações para dar mais competitividade e agilidade à empresa, que atua no setor elétrico, e cita modelo empregado para Vale e Embraer como exemplo.

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Eletrobras atua na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica
Eletrobras atua na geração, transmissão e distribuição de energia elétricaFoto: Wikimedia/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta segunda-feira (21/08) que vai propor ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) a privatização da Eletrobras, que atua na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

De acordo com a pasta, a redução da participação da União no capital da estatal daria mais competitividade e agilidade à empresa. Na nota, o ministério cita como exemplo o que foi feito com a Embraer e a Vale.

"Esse movimento permitirá à Eletrobras implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no novo mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão", disse o ministério, em nota.

Atualmente, a União possui 40,99% das ações da empresa, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o BNDESPar, seu braço de investimentos, têm 18,72%, e fundos federais, outros 3,45%.

O ministério não informou qual será a parcela colocada à venda, apenas disse que o governo pretende manter o poder de veto na administração da companhia para garantir que decisões estratégicas no setor sejam preservadas.

O ministério apontou a crise econômica e a situação das contas públicas para justificar a decisão. "Não há espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios", alegou.

Em entrevista a GloboNews, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que o governo pretende arrecadar cerca de 20 bilhões com a privatização da estatal.

CN/abr/ots