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Israel anuncia construção de mais 3 mil casas na Cisjordânia

1 de fevereiro de 2017

Sem pressão dos EUA, governo israelense decide avançar com obras em territórios palestinos. Presidência de Trump é "oportunidade formidável" para prosseguir com construções, diz Netanyahu.

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Policiais israelenses ao se prepararem para evacuação de Amona
Policiais israelenses ao se prepararem para evacuação de AmonaFoto: Reuters/B. Ratner

A polícia israelense começou nesta quarta-feira (01/02) a evacuar casas na colônia israelense de Amona, na Cisjordânia ocupada, após o governo anunciar a construção de 3 mil novas casas em seus assentamentos na região. Esse é o terceiro anúncio do tipo em menos de duas semanas. 

Desde a posse do presidente americano, Donald Trump, em 20 de janeiro, Israel aprovou a construção de mais de 500 casas em Jerusalém Oriental e outras 2.500 na Cisjordânia ocupada. Muitas construções tinham sido paralisadas por pressão do governo de Barack Obama.

"Construímos e continuaremos construindo", prometeu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo ele, a presidência de Trump é uma "oportunidade formidável" depois das "enormes pressões" impostas pelo governo Obama.

Em comunicado, o Ministério da Defesa de Israel informou que essa é uma "resposta pertinente às necessidades cotidianas da população". "Entramos em um período de retorno à normalidade [na Cisjordânia]", diz a nota.

Infografik Karte Siedlungen im Westjordanland portugiesisch

Ocupação

Cerca de 350 mil israelenses vivem na Cisjordânia, e outros 200 mil em Jerusalém Oriental, cujo controle foi assumido por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O avanço israelense na Cisjordânia ameaça uma coexistência pacífica entre israelenses e palestinos, solução defendida pela comunidade internacional para dar fim ao conflito.

Em dezembro, o Conselho de Segurança da ONU exigiu que Israel parasse de construir novas colônias em territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental. O argumento é de que os assentamentos "colocam em risco a viabilidade da solução de dois Estados".

KG/afp/lusa