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Jovem palestina continuará presa até julgamento em Israel

17 de janeiro de 2018

Ahed Tamimi, de 16 anos, é acusada de agredir militares e ficou famosa após vídeo da agressão ter viralizado nas redes sociais. Mãe da jovem também continuará na prisão.

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Ahed Tamimi na chegada ao tribunal
Ahed Tamimi é escoltada por seguranças na chegada ao tribunalFoto: Reuters/A. Awad

Um tribunal militar de Israel estendeu nesta quarta-feira (17/01) a prisão preventiva da adolescente palestina Ahed Tamimi, de 16 anos, que éacusada de 12 crimes, entre eles agressão grave, dificultar o cumprimento dos deveres militares, incitação à violência e lançamento de pedras. A jovem permanecerá detida até o julgamento, marcado para 31 de janeiro.

"As provas contra ela são sólidas", disse o juiz, que considera a menor de 16 anos perigosa e autora de um delito ideológico, ao justificar a manutenção da detenção. A mãe da adolescente, Nariman, também permanecerá na prisão. Ela é acusada de envolvimento nos atos da filha, além de incitação por ter divulgado ao vivo pelo Facebook as imagens da provocação contra os dois soldados que estavam em frente à casa da família. 

Tamimi ficou conhecida após um vídeo, no qual ela aparece agredindo soldados israelenses, viralizar nas redes sociais. Nas imagens, ela aparece ao lado da mãe e de uma prima dando tapas em soldados israelenses na região de Nabi Saleh, na Cisjordânia.

Com um histórico de várias agressões contra militares israelenses, a jovem é vista na região como ícone da resistência à ocupação israelense. Em Israel, ela é vista como uma jovem ingênua que é manipulada pelos pais.

Tamimi foi detida numa operação policial noturna em sua casa em Nabi Saleh, no território ocupado da Cisjordânia, quatro dias depois da divulgação do vídeo, em meados de dezembro. No dia seguinte foi a vez de sua mãe ser detida, cujo julgamento será em 6 de fevereiro, e também sua prima Nour, mas esta foi liberada após pagamento de fiança.

Visivelmente preocupada, Tamimi chegou com pés e mãos algemados ao tribunal militar israelense de Ofer, na Cisjordânia, onde ouviu as respostas do juiz, que na segunda-feira solicitara 48 horas para decidir sobre a libertação ou não da menor de idade. Sua mãe também se dirigiu à sala do tribunal, onde havia delegações diplomáticas e veículos de imprensa internacional. 

A advogada de defesa, Gaby Lasky, considera que Israel está utilizando o caso para "dissuadir a resistência à ocupação", já que os Tamimi são uma família conhecida de ativistas, e manifestou seu desacordo com as 12 acusações contra a sua cliente, que incluem fatos anteriores à prisão.

O Exército confirmou que a adolescente é acusada de atacar as forças de segurança em cinco ocasiões, atirar pedras, participar de manifestações violentas, de ameaças e incitação.

Na segunda-feira, a Anistia Internacional pediu a libertação da jovem e afirmou que nada do que ela fez contra soldados que usavam equipamentos de proteção pode justificar a detenção de uma adolescente de 16 anos.

CN/efe/ap/rtr

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