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Le Pen adere à aliança eurocética de Salvini

20 de abril de 2019

Partido da líder francesa é a mais nova adição ao grupo organizado pelo vice-premiê italiano para ampliar presença de populistas de direita no Parlamento Europeu. Aliança já conta com partidos da Áustria e da Alemanha.

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Italien Besuch Marine Le Pen bei Matteo Salvini
Foto: picture-alliance/dpa/A. Di Meo

O partido populista de direita Agrupamento Nacional da França resolveu aderir formalmente nesta sexta-feira (19/04) a uma nova aliança pan-europeia de populistas de direita. A coalizão, liderada pelo ministro do Interior da Itália e vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, foi formada para unir e fortalecer os partidos populistas de direita nas eleições para a formação do novo Parlamento Europeu, que ocorrem no próximo mês.

"Sinceros agradecimentos à líder do Agrupamento Nacional, Marine Le Pen, e aos nossos amigos históricos e aliados por se juntarem ao manifesto de Milão "Rumo a uma Europa de bom senso ", escreveu Salvini no Twitter.

Salvini, líder do partido italiano Liga, havia anunciado o lançamento da facção europeia de extrema direita no início deste mês em uma coletiva de imprensa. Na ocasião, ele chamou a UE de "um pesadelo, não um sonho" e prometeu reformar o bloco.

O grupo, batizado como Aliança Europeia de Pessoas e Nações (EAPN), já atraiu o apoio de outros partidos populistas do bloco, entre eles: Alternativa para a Alemanha (AfD), Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), Partido do Povo Dinamarquês, Partido dos Verdadeiros Finlandeses e o Partido Conservador Popular da Estônia (EKRE).

A decisão de Le Pen ocorre dias depois da nacionalista francesa ter renunciado a um plano de promover a saída da França do bloco europeu (um "Frexit”) e passar a abraçar a ideia de uma reforma do projeto europeu a partir do seu interior. Seu anúncio ocorreu pouco antes de uma reunião de líderes de extrema direita europeus em Praga na última quinta-feira.

Jörg Meuthen, um dos líderes da AfD na Alemanha, já havia explicado o plano dos populistas no dia 8 de abril, quando a sigla alemã aderiu à aliança. "Queremos reformar a União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu, sem destruí-los. Queremos trazer mudanças radicais", disse Meuthen.

Marco Zanni, porta-voz de assuntos estrangeiros da italiana Liga, por sua vez, disse que o plano "é deixar de ter uma Europa centralizada e comum para todos, mas devolver o poder aos parlamentos nacionais para criar uma cooperação honesta entre Estados iguais e abandonar a perigosa utopia dos Estados unidos da Europa".

Os partidos populistas europeus de direita estão atualmente divididos em três grupos diferentes no Parlamento Europeu. Com a união, eles têm chance de vir a ocupar 173 dos 751 assentos na assembleia parlamentar da UE, ou 23% do total, o que faria das forças eurocéticas o segundo maior bloco do Parlamento Europeu, de acordo com as últimas pesquisas eleitorais.

Na sexta-feira, Salvini se encontrou com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente brasileiro, em Milão. Durante uma live na internet ao lado de Eduardo, Salvini afirmou que "a esquerda vai ficar apavorada” quando os resultados da eleição europeia forem revelados.

JPS/dpa/ots

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