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Lufthansa e pessoal de cabine negociam fim do conflito tarifário

7 de setembro de 2012

Com a paralisação de 24 horas desta sexta-feira, cerca de mil voos foram cancelados e mais de 100 mil passageiros foram prejudicados. Lufthansa decide que não vai mais empregar pessoal de cabine terceirizado em Berlim.

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Foto: Reuters

A Lufthansa e o sindicato do pessoal de cabine UFO voltaram a discutir o fim do conflito tarifário nesta sexta-feira (07/09). Mesmo assim, a paralisação de 24 horas continuou. De acordo com a empresa aérea, dos 1.800 voos regulares, cerca de mil voos foram cancelados e mais de 100 mil passageiros foram prejudicados.

“Nós vamos, ainda na tarde de hoje, conversar de uma a duas horas e, provavelmente, postergar a discussão”, disse o chefe do sindicato UFO, Nicoley Baublies, à agência de notícias Reuters. Ele disse ainda estar disposto a dar prosseguimento às negociações neste final de semana.

Baublies acredita que a Lufthansa deverá convocar um mediador para resolver o impasse. O porta-voz da Lufthansa, Peter Schneckenleitner, confirmou as negociações com vista ao fim da paralisação.

Os comissários de bordo e aeromoças da Lufthansa exigem, entre outros, 5% de aumento salarial e garantias contra a terceirização e realocamento de postos de trabalho. Já a Lufthansa ofereceu um aumento de 3,5%, divididos em três anos.

Passo para o fim da greve

Nesta sexta-feira, a Lufthansa anunciou que não vai mais empregar pessoal de cabine terceirizado em Berlim. Com a decisão, a empresa dá um passo para o fim da disputa tarifária. Cerca de 200 tripulantes, que trabalham atualmente para a firma Aviation Power, deverão receber uma proposta de trabalho da Lufthansa no próximo ano.

Por causa da greve, a empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn registrou nesta sexta-feira um acréscimo de cerca de 10 mil passageiros, especialmente nos trechos Frankfurt-Munique e Frankfurt-Berlim. A Deutsche Bahn informou que, mesmo com a greve da Lufthansa, não vai colocar mais trens extras no período da noite, já que o número de trens da sexta-feira já é maior que em outros dias da semana.

FC/rtr/dpa/dapd
Revisão: Carlos Albuquerque