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Morre quinta vítima do atentado de Estrasburgo

17 de dezembro de 2018

Polonês ferido durante o ataque terrorista da semana passada não resiste aos ferimentos. Ele e seu amigo italiano, também morto, confrontaram o atirador e evitaram um massacre nas proporções do de Paris em 2015.

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Velas e flores em homenagem às vítimas do atentado terrorista no mercado natalino de Estrasburgo
Centenas de pessoas se reuniram numa praça em Estrasburgo para homenagear as vítimas do ataque terroristaFoto: picture-alliance/dpa/M. Murat

Um polonês que havia sido gravemente ferido durante o ataque terrorista num mercado natalino na cidade francesa de Estrasburgo morreu neste domingo (16/12). Barto Orent-Niedzielski, de 36 anos, é a quinta vítima do atentado a tiros executado por Chérif Chekatt.

"Meu irmão Barto Pedro Orent-Niedzielski acabou de falecer. Ele agradece pelo amor e pela força dada a ele", escreveu no Facebook o irmão da vítima.

Durante o ataque realizado na última terça-feira, Orent-Niedzielski e seu amigo italiano Antonio Megalizzi impediram que o atirador entrasse num local onde estava sendo realizado um concerto. Relatos dão conta de que, ao se depararem com Chettak, os dois teriam corrido para detê-lo.

Os dois foram apontados como responsáveis por evitar um massacre na escala dos ataques de Paris de 2015, quando 130 pessoas foram mortas, sendo 89 somente na casa de espetáculos Bataclan.

Orent-Niedzielski trabalhava como guia no Parlamento Europeu e também realizava excursões por Estrasburgo. .

Megalizzi, um jornalista de 28 anos que acompanhava as sessões de plenário do Parlamento Europeu, morreu na sexta-feira. As outras três vítimas são o turista tailandês de 45 anos, um ex-bancário francês de 61 anos e um mecânico de origem afegã de 45 anos.

Centenas de pessoas se reuniram na praça Kleber, em Estrasburgo, no domingo, para homenagear as vítimas do ataque.

O atirador, um cidadão francês de 29 anos de origem norte-africana, nascido em Estrasburgo e conhecido pelos serviços de inteligência de França e Alemanha, com condenações criminais nos dois países, foi morto na quinta-feira, depois de dois dias de caçada policial. Chekatt foi apontado pelas autoridades francesas como um elemento que se "radicalizou" como extremista islâmico.

Em dezembro, Estrasburgo costuma estar repleta de turistas por causa do tradicional mercado de Natal, o mais antigo da França, e que acontece no centro desde 1570, quando Estrasburgo era parte do antigo Sacro Império Germânico.

Nos últimos anos, a segurança do mercado foi reforçada após a França se tornar palco regular de atentados cometidos por terroristas islâmicos e após o registro de um ataque na Alemanha. Em 2016, um mercado de Natal em Berlim foi alvo de um atentado que deixou 12 mortos. O grupo "Estado Islâmico" reivindicou o ataque.

Em novembro de 2017, cinco pessoas suspeitas de atividades terroristas foram presas em Estrasburgo. Anos antes, a cidade já vinha aparecendo na rota do terrorismo. Em 2000, a polícia alemã prendeu quatro homens de origem argelina em Frankfurt que eram suspeitos de planejar atentados a bomba no mercado de Natal e na Catedral de Estrasburgo.

PV/afp/dpa/rtr

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