1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Novo recorde de brasileiros na Bundesliga

Marcio Weichert19 de agosto de 2002

Agora são 28 representantes do futebol pentacampeão mundial em 13 dos 18 clubes da primeira divisão alemã. O número supera em dois o recorde da temporada passada.

https://p.dw.com/p/2Wdf
Zé Roberto (esq.) trocou o Bayer pelo Bayern e jogará agora ao lado do ganense KuffourFoto: AP

A redução de transferências de jogadores na Bundesliga refletiu-se também na contratação de brasileiros. Se um ano atrás, houve um boom na procura por reforços naturais do maior país sul-americano, agora poucos clubes seguiram este caminho. Uma retração até mesmo inesperada após o futebol brasileiro recuperar o prestígio de melhor do mundo com a conquista da Copa do Mundo em junho.

Às vésperas da temporada passada, os clubes alemães aproveitaram-se da flexibilização das cotas de estrangeiros e ampliaram em 70% (11 jogadores) a presença brasileira na primeira divisão. Apesar da atual retração, o Campeonato Alemão vai começar com um novo recorde: 28 jogadores brasileiros estão inscritos, dois a mais do que na primeira metade da temporada passada.

Nenê, a sexta cara nova – O recorde foi garantido com a contratação dos zagueiros Nenê, pelo Hertha Berlim, e Rafael da Silva, pelo 1860 Munique. Ex-jogador do Grêmio, Nenê tinha passe livre e estava em teste no clube alemão desde 1º de julho. Apesar de insatisfeitos com o que viram a princípio, os dirigentes berlinenses decidiram contratá-lo por um ano, com opção de mais três anos. "Assim Nenê terá uma chance justa para mostrar seu potencial. O contrato é vinculado a seu rendimento, de modo que o risco é mínimo para nós", justificou Dieter Hoeness, diretor de futebol. Já Rafael veio do Botafogo-RJ.

Das outras cinco novas caras brasileiras na Bundesliga, quatro pousaram em solo alemão após a última temporada. O zagueiro Juan e o atacante França refizeram – ao lado de Lúcio – a tradicional alta cota de brasileiros do Bayer Leverkusen, que nos últimos 12 meses se desfez de Róbson Ponte (Wolfsburg), Paulo Rink, Marquinhos e Zé Roberto (Bayern de Munique).

Já o Hertha Berlim deu seqüência a seus investimentos em futebol-arte. Depois de trazer o atacante Alex Alves em 1999 e o armador Marcelinho Paraíba em 2001, o clube da capital reforçou-se com o centro-avante Luizão, da Seleção Brasileira, e agora com Nenê. Também egresso do Grêmio, o zagueiro Rodrigo Costa veio para o 1860 Munique. A única cara nova brasileira na primeira divisão que não atravessou o Atlântico agora é o zagueiro Márcio Borges, que desde 1999 está no Arminia Bielefeld, que subiu da segundona alemã.

Quatro brasileiros deram adeus à Bundesliga. Dispensado pelo Bayern de Munique, Paulo Sérgio transferiu-se para o futebol árabe. Já Adhemar cansou da reserva no Stuttgart e voltou ao São Caetano por empréstimo. Por sua vez, o atacante Marcão caiu para a segunda divisão junto com o St. Pauli. E, desde o início do ano, o meio-campista Marquinhos está emprestado ao Paraná, após 1,5 ano de Bayer Leverkusen sem jamais ter a chance de defender o time. Ex-Leverkusen e Nürnberg, o atacante paranaense Paulo Rink continua com futuro indefinido.

Melhor qualidade

– Uma espiada mais atenta nos novos contratados leva o bom observador a uma conclusão. Os investimentos em valores brasileiros podem ter caído, mas concentraram-se desta vez em jogadores de destaque na terra pátria, enquanto antes da última temporada muitos clubes andaram contratando reforços de segunda categoria, de times europeus de menor expressão.

Com a contratação de Nenê, o Hertha Berlim igualou-se ao Borussia Dortmund como o maior empregador alemão de jogadores tupiniquins. No campeão alemão, jogam Amoroso, Éwerthon, Dede e Evanílson. Bayer Leverkusen e Energie Cottbus vêm atrás com três cada. O número de clubes com estrelas do futebol pentacampeão mundial passou de 12 para 13.