O comediante que pode se eleger presidente da Ucrânia

Apoiado nas redes sociais e na fama por série de TV em que interpreta presidente, Volodymyr Zelensky está a um passo de se tornar chefe de Estado. Críticos suspeitam de influência de oligarcas.

O ditado "quem ri por último ri melhor" poderia ser aplicado duplamente no caso de Volodymyr Zelensky. O homem, que há anos tem feito as pessoas rirem em tempo integral, tem todas as chances de vencer o segundo turno da eleição para presidente da Ucrânia neste domingo (21/04).

Segundo pesquisas, dois terços dos ucranianos pretendem votar no comediante. No primeiro turno, em 31 de março, Zelensky obteve cerca de 30% dos votos, quase o dobro do que conseguiu o atual presidente, Petro Poroshenko.

O homem que pode se tornar o sexto presidente da ex-república soviética já exerceu esse papel antes, só que na ficção. Como protagonista da popular série cômica de televisão Servidor do povo, Zelensky interpretou um professor secundário de história que se torna presidente por acaso.

Muitos observadores acreditam que a série contribuiu significativamente para o sucesso de Zelensky. Ela brinca com estereótipos da corrupção na política ucraniana e com anseios por vingança contra o establishment e por um novo começo na liderança do país, com alguém de fora da política. Foi exatamente assim que o humorista se posicionou na campanha eleitoral.

Se eleito, Zelensky, de 41 anos, será o presidente mais jovem da Ucrânia. Ele é um homem pequeno e vivaz, com uma voz marcante e agradavelmente áspera. Filho de um professor universitário de Kryvyi Rih, o coração da indústria de minério de ferro no sudeste da Ucrânia, ele é o comediante mais conhecido e de maior sucesso no país.

Sua maior especialidade: sátira política. Há quase 20 anos, Zelensky, junto com um grupo de humoristas, satiriza os principais políticos do país. Além de programas de auditório para televisão, eles produzem filmes e séries cômicas.

Críticos não veem em Zelensky uma figura política independente. Eles suspeitam que ele atue em aliança com o executivo Ihor Kolomoyskyi, antes influente empresário da cidade de Dnipro, a quarta maior do país. O objetivo dessa suposta aliança seria impedir a reeleição de Poroshenko. Ambos negam veementemente qualquer cooperação política nas eleições presidenciais.

Mensagens de vídeo

Não apenas a candidatura de Zelensky, mas sua campanha eleitoral também foi incomum. Quase não houve comícios públicos. Enquanto o canal de TV de Kolomojskyj transmitia vários programas de comédia protagonizados pelo candidato, Zelensky quase não deu entrevistas, falou principalmente com meios de comunicação amigos e se comunicou com seus seguidores por meio de mensagens de vídeo nas redes sociais. Com slogans eleitorais criativos e uma linguagem jovem, ele conseguiu mobilizar os antes passivos jovens ucranianos no leste do país.

Antes do primeiro turno, o tom de suas mensagens para Poroshenko foi se tornando cada vez mais agressivo. Zelensky parecia um caçador caçando uma presa ferida. Na campanha, ele evitou qualquer situação em que fosse obrigado a responder perguntas críticas sobre suas nebulosas ideias políticas e enviou, por exemplo, seus conselheiros a programas de entrevistas.

Zelensky concordou em um debate televisivo com Poroshenko, mas colocou condições, entre as quais que o evento se desse num estádio em vez de ser realizado num estúdio de TV.

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Seu programa eleitoral dá poucas pistas sobre o que espera o país caso ele se torne presidente. Zelensky promete "a Ucrânia dos sonhos": um país sem corrupção, com altos salários e aposentadoria, internet de alta velocidade e boas estradas. Ele promete "mais poder para o povo", mais referendos, mais justiça e mais segurança. Ele também quer um fim para a guerra no leste da Ucrânia. Mas o candidato diz pouco sobre como exatamente isso deve acontecer. O plano é óbvio: agradar o maior número possível de eleitores.

Fruto da decepção com a política

Uma estratégia midiática inteligente não é uma explicação suficiente para o sucesso de Zelensky. A raiz está provavelmente no meio político ucraniano, que tem há décadas uma imagem desastrosa. Também Poroshenko, impopular e até odiado por grande parte da população, tem que se perguntar se avaliou corretamente sua chance de reeleição.

Aqueles ucranianos que foram a força motriz da mudança de poder em 2014 e que se consideram patriotas pró-ocidentais veem o sucesso de Zelensky com uma mistura de preocupação e desespero.

Por um lado, segundo o clima nas redes sociais, ele é tido como um comediante de língua russa que sempre caricaturou o patriotismo ucraniano. Desde a anexação da Crimeia, o afastamento da Rússia e da língua russa tem estado no foco da política ucraniana.

Por outro lado, críticos temem que a inexperiência de Zelensky leve o país a uma crise. Alguns advertem para uma traiçoeira vingança das forças ligadas ao ex-presidente Viktor Yanukovych, atualmente exilado na Rússia.

Uma das maiores incógnitas é o nível de independência de Zelensky e quão grande seria a influência de seus conselheiros e dos oligarcas sobre ele. De qualquer forma, uma vitória na eleição presidencial não seria suficiente para ele governar o país.

Para o segundo semestre, estão previstas eleições parlamentares, e há especulações em Kiev de que ele poderia tentar adiantá-las, para levar ao Parlamento seu partido – que até agora existe praticamente só no papel. A legenda foi batizada com o nome da série de televisão, Servidor do povo.

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