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Parlamento alemão lembra 75 anos da libertação de Auschwitz

29 de janeiro de 2020

Presidentes da Alemanha e de Israel alertam para retorno de "demônios do passado", em referência a antissemitismo e nacionalismo. Rivlin pede que alemães intermedeiem junto a palestinos após plano de Trump.

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Presidente de Israel, Reuven Rivlin, discursa no Parlamento alemão
"Se os judeus não puderem viver livres aqui, não poderão viver sem medo em lugar algum do mundo"Foto: Getty Images/AFP/J. Macdougall

Com a presença do presidente de Israel, Reuven Rivlin, o Bundestag (Parlamento alemão) recordou nesta quarta-feira (29/01) as vítimas do regime nazista durante ato solene pelos 75 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz.

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que as imagens da libertação do campo são "as imagens de um horror sem limites, imagens de um crime alemão".

"Não vamos esquecer o que aconteceu. Mas também não vamos esquecer o que pode acontecer", disse Steinmeier, em referência a episódios recentes de antissemitismo e racismo na Alemanha.

"Há alguns anos, meu discurso poderia se encerrar aqui", continuou, acrescentando que "os espíritos maléficos do passado" estão de volta em nova roupagem. "Eles apresentam seu pensamento racial-nacionalista e autoritário como a melhor resposta às questões abertas do nosso tempo."

"Eu gostaria de poder dizer com convicção , em especial perante nosso convidado de Israel, 'nós, alemães, aprendemos'. Mas como dizer isso quando o ódio e a incitação se espalham, quando o veneno do nacionalismo se infiltra de novo nos debates, mesmo aqui", declarou, diante dos parlamentares, incluindo os do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Rivlin ecoou as palavras do presidente alemão ao denunciar um "antissemitismo vil e estarrecedor que paira sobre toda a Europa, da extrema direita à extrema esquerda". Também segundo ele, "a Europa é visitada pelos demônios do passado".

"O mundo inteiro volta seus olhos para a Alemanha", disse Rivlin. "A Alemanha não pode fracassar. Se os judeus não puderem viver livres aqui, não poderão viver sem medo em lugar algum do mundo." "O mesmo Estado que era o terror do mundo livre é hoje o farol da responsabilidade democrática, do liberalismo e das forças moderadas", declarou.

Plano de Trump para o Oriente Médio

Ele também pediu à Alemanha que sirva de mediadora nas negociações entre israelenses e palestinos no contexto do plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera. Segundo ele, a Alemanha pode ajudar a elevar a confiança entre os dois lados.

Os horrores de Auschwitz

Rivlin disse ver no plano de Trump uma oportunidade para novas negociações com os palestinos. "Depois de muitos anos de paralisia no processo de paz, Trump apresentou uma proposta que reabre os canais de comunicação."

Para ele, os dois lados precisam "estudar profundamente" o plano de Trump para o Oriente Médio, o que exige "concessões amplas e duras" de ambos os lados. "Mas não devemos desistir."

AS/dpa/afp/efe/epd

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