Rampa pode explicar mistério da construção das pirâmides

Sistema de transporte envolvendo rampa com grande inclinação, cordas e postes é descoberto em antiga pedreira egípcia, explorada na mesma época da construção da Grande Pirâmide de Gizé.

Arqueólogos podem finalmente ter solucionado o mistério de como os egípcios construíram as pirâmides, particularmente a maior delas: a Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como Pirâmide de Quéops. Restos de uma rampa de cerca de 4.500 anos de idade foram encontrados numa antiga pedreira, revelando o provável sistema utilizado para extrair grandes blocos que seriam usados na pirâmide.

A partir de restos arqueológicos e inscrições hieroglíficas descobertos na antiga pedreira de Hatnub, perto do Vale do Nilo, os especialistas deduziram que os antigos egípcios utilizavam uma rampa central com grande inclinação para extrair blocos de alabastro.

O Ministério de Antiguidades egípcio anunciou a descoberta, feita por uma missão conjunta do Instituto Francês de Arqueologia Oriental (Ifao), com sede no Cairo, e da Universidade de Liverpool no sítio arqueológico de Amarna, na província de Minia.

"Esta é a primeira vez que se descobre esse sistema de retirada de blocos da pedreira e como era possível levantar esses blocos de várias toneladas, o que muda completamente a compreensão sobre a construção das pirâmides", disse Mustafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades egípcio.

A pedreira de Hatnub era a principal fonte na região de alabastro, pedra branca bastante apreciada pela antiga civilização egípcia, aponta o egiptólogo Roland Emmarch, da Universidade de Liverpool.

"A pedreira preserva um grande número de inscrições deixadas por expedições de 4.500 a 4.000 anos atrás, que nos permitem compreender melhor os trabalhadores e a logística de expedições para pedreiras no deserto", afirmou Emmarch em comunicado.

A Grande Pirâmide – a maior das pirâmides de Gizé e a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo – tem hoje 139 metros de altura e foi construída há cerca de 4.500 anos, na mesma época da exploração da pedreira de Hatnub.

O uso de sistema com rampas pelos egípcios já havia sido cogitado, mas a equipe de pesquisadores anglo-francesa descobriu detalhes inéditos sobre o transporte e que os blocos eram transportados num ângulo muito mais inclinado do que se pensava anteriormente.

Segundo o egiptólogo Laurent Bavay, diretor do Ifao, para tirar as rochas do interior da pedreira, que tinha dez metros de profundidade, as pessoas as transportavam pela rampa usando uma espécie de trenó de madeira e cordas de origem vegetal.

O sistema era composto por uma rampa central ladeada por duas escadas e vários postes de madeira, segundo Yannis Gourdon, do Instituto Francês de Arqueologia Oriental no Cairo.

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"Usando um trenó que carregava um bloco de pedra e era amarrado com cordas a esses postes de madeira, os egípcios antigos conseguiam puxar os blocos de alabastro para fora da mina em declives bastante íngremes, de 20% ou mais [de inclinação]", explica.

Os pesquisadores explicaram ao jornal britânico The Guardian que os degraus e os postes fincados na terra dos dois lados da rampa sugerem que trabalhadores conseguiam puxar os blocos de ambos os lados, em vez de simplesmente arrastar um bloco atrás de si. Os que se encontravam abaixo do bloco usavam os postes para criar um sistema de polias, enquanto os que estavam acima dele puxavam simultaneamente, acredita a equipe.

LPF/efe/ots

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